Na noite da última quarta-feira, 28 de agosto, o Auditório da Administração Regional do Guará recebeu moradores, lideranças comunitárias, técnicos e representantes do governo para a oficina local do Plano Diretor de Transporte Urbano (PDTU) e do Plano de Mobilidade Urbana Sustentável (PMUS). O encontro teve como objetivo debater propostas e soluções de curto, médio e longo prazos para a melhoria do transporte coletivo e da mobilidade urbana no Distrito Federal. Estiveram presentes o Subsecretário de Parcerias e Concessões (SUPAR), Marcelo Marinho e da equipe técnica da Secretaria de Transporte e Mobilidade (Semob), o Coordenador de Desenvolvimento da Administração Regional do Guará, Washington Chaves, além de jornalistas, estudantes, comerciantes e lideranças comunitárias.
O coordenador de Desenvolvimento da Administração Regional do Guará, Washington Chaves, destacou o protagonismo da população do Guará no processo: “A Administração Regional do Guará participou ativamente das Oficinas do Plano de Desenvolvimento do Transporte Urbano e Mobilidade (PDTU). Os encontros foram um espaço de escuta e diálogo, no qual moradores puderam apresentar sugestões e contribuir com propostas voltadas à melhoria da mobilidade no Distrito Federal. Nossa equipe esteve presente para apoiar e incentivar a participação da comunidade, reforçando o compromisso da Administração em aproximar o cidadão das decisões que impactam diretamente sua qualidade de vida”. O prefeito comunitário da QE 40, Ronaldo Silvestre, também ressaltou a importância do processo participativo, trazendo as demandas específicas de diferentes áreas da cidade: “A oficina do Plano Diretor de Transporte Urbano e Mobilidade (PDTU) realizada no Guará foi um momento de grande troca e construção coletiva. Moradores, comerciantes, lideranças e trabalhadores se reuniram para compartilhar suas experiências e pensar juntos soluções para a mobilidade da nossa cidade. Com muita escuta e participação, questões específicas ganharam destaque: a Prefeitura da QE 40 trouxe relatos sobre a necessidade de transporte público mais ágil e seguro, além de melhorias na circulação interna com as novas linhas dos Zebrinhas na nossa região”. Segundo ele, na QE 40/ Polo de Moda, o debate girou em torno do acesso para clientes e trabalhadores, do ordenamento do estacionamento e da logística de carga e descarga. A Área Especial 2A foi lembrada pela importância da acessibilidade e integração com outros meios de transporte, como bicicleta e caminhada. Já no Setor de Oficinas, a organização do tráfego pesado e a sinalização adequada apareceram como prioridades para trazer mais segurança e fluidez. “Para mim, como prefeito da QE 40, foi mais uma oportunidade de ver como cada pessoa se colocou de forma tão verdadeira, trazendo não apenas problemas, mas também sonhos e esperanças para o futuro melhor do Guará. A oficina mostrou que pensar mobilidade é falar de gente, de histórias de vida e de como queremos viver em comunidade. E não se faz sem a participação da comunidade”, completa.
Na mesma linha, o conselheiro tutelar Paulo Mineiro reforçou a relevância da presença popular: “Foi muito bacana ver a comunidade do Guará participando ativamente. Discutimos desde a segurança nas ruas até a gestão de mobilidade, circulação de cargas, transporte coletivo e transporte ativo. É assim que a gente constrói soluções realmente voltadas para as necessidades da nossa região, ouvindo quem vive aqui. Agora é esperar que o governo realmente coloque essas propostas em prática e execute o que foi discutido, para que o Guará tenha um planejamento de mobilidade mais seguro e eficiente para todos.”
A jornalista Zuleika Lopes, representando a comunidade que depende diariamente do transporte público, fez um alerta sobre os impactos para os idosos e os estudantes: “Eu falo em nome de toda comunidade que usa transporte público para deslocamento dentro do Guará. Precisamos pensar nos idosos, cujos filhos e netos saem de casa para trabalhar, com os veículos. A Terceira Idade, por motivos óbvios, fica isolada em casa. O transporte do Zebrinha seria para preencher esta lacuna. Qual idoso que não gosta de dar uma voltinha na Feira do Guará? Estes novos ônibus poderiam passar mais próximo da feira. Inclusive contemplaria a estação Feira do Metrô, onde estudantes, à noite, se defrontam com o isolamento e a escuridão na hora de voltar para casa.”
Próximos passos
Após a fase de diagnóstico realizada entre março e abril nas 35 regiões administrativas do DF, a oficina do Guará consolidou a etapa de discussão de soluções. O modelo participativo busca garantir que as propostas reflitam as necessidades reais da população. Entre os principais pontos debatidos estão a implementação do conceito de ruas completas, que busca integrar de forma equilibrada pedestres, ciclistas, transporte coletivo e veículos, garantindo acessibilidade e eficiência; a ampliação da rede cicloviária, com expansão de ciclovias, ciclofaixas e ciclorrotas para incentivar o transporte ativo e sustentável; a criação das chamadas zonas 30, áreas com velocidade reduzida que visam aumentar a segurança e a convivência em regiões urbanas mais movimentadas; e a melhoria da integração entre diferentes modais de transporte, como ônibus, metrô e bicicletas, ampliando os pontos de conexão e oferecendo mais opções de deslocamento para a população.
Para os participantes, o grande desafio agora é transformar os debates em ações concretas. A expectativa é de que o Governo do Distrito Federal avance na execução das propostas levantadas, garantindo um transporte público mais eficiente, inclusivo e sustentável para todos.
