De 12 a 14 de setembro de 2025, o Teatro de Arena do Guará II será palco do Festival de Artes do Cerrado, uma celebração cultural gratuita que promete encantar famílias, crianças e amantes da música. Realizado pelo Instituto Gera Ação, com apoio da Secretaria de Cultura, o evento chega para fortalecer a arte e o entretenimento no Distrito Federal.
Atração internacional
O festival recebe uma das maiores referências do reggae progressivo mundial: a banda Groundation. O grupo norte-americano desembarca em Brasília com a turnê Candle Burning, trazendo sua sonoridade sofisticada e carregada de espiritualidade. Com quase três décadas de trajetória, a Groundation é reconhecida por sua mistura inconfundível de reggae roots jamaicano com influências de jazz, dub e blues, resultando em apresentações intensas e únicas.
Formada em 1998, na Califórnia (EUA), a Groundation se consolidou como uma das vozes mais respeitadas do reggae contemporâneo. Suas letras engajadas e o instrumental virtuoso ecoam ideais de resistência, ancestralidade e conexão espiritual. O próprio nome do grupo é inspirado em “Grounation”, data sagrada para os rastafáris que celebra a visita do imperador etíope Haile Selassie I à Jamaica, em 1966. O episódio marcou profundamente a comunidade rastafari, que passou a considerá-lo uma figura divina. Desde então, o termo simboliza enraizamento, força e ligação com os ancestrais africanos — princípios que sustentam a mensagem e a sonoridade da Groundation.
Programação diversificada
Durante três dias, o público terá acesso a espetáculos de teatro infantil, shows musicais, feira gastronômica, artes visuais, literatura e produtos artesanais. As atrações infantis acontecem das 14h às 18h e ficam por conta da tradicional Companhia de Teatro Neia e Nando, que apresentará os espetáculos Uma Aventura no Mar e Rapunzel. No dia 12, crianças da rede pública de ensino foram convidadas especialmente para participar das atividades, com transporte gratuito oferecido pela organização.
A partir das 18h, o festival se transforma em palco para grandes shows da cena local e internacional. Na sexta-feira (12), sobem ao palco Samba da Passarinha e Samba da Tia Zélia. No sábado (13), o público confere as apresentações de DJ Laine D’Olinda, Pé de Cerrado e Forró Cobogó. No domingo (14), a programação inclui Jah Live, Nanah Be e o aguardado show da Groundation, seguido de DJ.
Além dos shows principais, o evento contará com uma agenda paralela de DJs e ações culturais que garantem diversidade musical para todos os gostos.
Mais do que um encontro artístico, o Festival de Artes do Cerrado tem como missão promover convivência, inclusão e consciência ambiental. Entre as ações programadas está o plantio de árvores no dia 12 de setembro, reforçando o compromisso do evento com a sustentabilidade. “Queremos que o público viva momentos inesquecíveis de arte, música e convivência. O Festival é gratuito, diverso e pensado para toda a comunidade”, destaca a organização.
Do Guará

Um dos destaques da programação é o Grupo Cultural Pé de Cerrado, que celebra 25 anos de trajetória. Nascido no Guará, o grupo tem como missão pesquisar, valorizar e divulgar as culturas populares brasileiras. Ao longo de sua história, o Pé de Cerrado se apresentou em diversas cidades do país e também na Europa, representando o Brasil no projeto “Brasil Junino”. Atualmente, o grupo conduz a Mostra Cultura Candanga e prepara um novo álbum. Reconhecido como referência cultural do DF, o grupo é citado no currículo escolar da rede pública e promove eventos que reúne gerações em torno de espetáculos que unem música, dança, teatro, poesia, circo e folclore.
A banda guaraense Jah Live também marca presença no festival, levando ao palco a força do reggae local em uma apresentação que celebra sua trajetória e conexão com a comunidade.
Jah Live celebra 20 anos do álbum Se Curvar Jamais
Fundada em 1998, a banda Jah Live se consolidou como uma das vozes mais fortes do reggae roots nacional, com uma trajetória marcada por espiritualidade, resistência e compromisso com a mensagem transformadora da música. Em 2025, o grupo celebra os 20 anos do álbum Se Curvar Jamais, obra que se tornou referência e ultrapassou a marca de 5 milhões de streams nas plataformas digitais.
O baterista e fundador Martin Barreiro lembra o impacto da época do lançamento: “Esse foi o disco mais esperado, pelo público e pela banda. Ele foi lançado em uma época onde o orgânico ainda se mantinha vivo, em que as pessoas compravam discos, colecionavam encartes e levavam para os shows em busca de autógrafos. Em pouco mais de um mês já eram mais de 20 mil cópias vendidas.”
Duas décadas depois
“Hoje Se Curvar Jamais é considerado um ícone do reggae nacional, e podemos confirmar isso em nossas apresentações, com o público sempre cantando em alto e bom som”, completa Martin.
Entre os momentos inesquecíveis, o fundador cita o Festival Internacional de Reggae em São Paulo: “Eram mais de 100 mil pessoas na Praça Charles Miller, em frente ao Pacaembú. Um mar de gente, bandas nacionais e internacionais, e um público fervoroso. Foi uma época de grandes emoções.”
A renovação da banda também traz vozes que se somam à sua história. O tecladista Herik Marcos fala sobre sua chegada: “Para mim que já acompanhava os shows desde sempre, me adaptar com o estilo não foi nada difícil. Já admirava o trabalho muito antes de entrar. O que me motiva até hoje é a missão de transmitir uma mensagem para quem está aberto a ouvir.”
Festival de Artes do Cerrado
12 a 14 de setembro de 2025
Teatro infantil: 14h às 18h
Shows musicais: a partir das 18h
Teatro de Arena – Guará II
Entrada gratuita
(retirada antecipada pelo Sympla)
https://www.sympla.com.br/evento/festival-de-artes-do-cerrado-2025/3097853