Mesmo não tendo sido reeleito em 2022, alcançar mais 23 mil votos para deputado distrital foi um feito e tanto para Rodrigo Delmasso, que se consolidou como uma das principais lideranças políticas da nova geração do Distrito Federal – foi o 16% candidato mais votado para deputado distrital, mas perdeu a vaga para o quociente eleitoral. Mas expressiva votação foi reconhecida pelo próprio governador Ibaneis Rocha, que o convidou para assumir a Secretaria da Família e Juventude, até então um obscuro órgão do governo, mas que subiu de patamar na gestão do ex-deputado distrital guaraense e ex-padrinho político da cidade, com a implantação de políticas públicas de valorização e fortalecimento das famílias, dos jovens, como a criação do Conselho da Juventude e o programa Jovem Candango, que chegou a 1.8 mil vagas de trabalho para jovens de 14 a 17 anos, e o apoio às instituições sociais na regularização dos terrenos que receberam dos governos anteriores.
Pré-candidato a deputado distrital nas eleições de 2026, Rodrigo Delmasso, 44 anos, é considerado um dos favoritos a ocupar novamente uma das 24 vagas da Câmara Legislativa. Além do eleitorado jovem, arrebanhado com os programas da Secretaria da Juventude, ele conta principalmente com o apoio do meio evangélico, principalmente da igreja Sara Nossa Terra, e, claro, do voto de parte do morador do Guará, onde continua morando.
A trajetória política de Rodrigo Delmasso Germano Martins é considerada precoce por ter se tornado o mais jovem secretário de estado do GDF (do Trabalho) com apenas 29 anos e ter sido eleito deputado distrital pela primeira vez aos 34 anos em 2014, e reeleito em 2018. Aliado do governador eleito Ibaneis Rocha, recebeu a deferência de apadrinhar a Administração Regional do Guará, incumbência que recebeu muitas críticas da comunidade por ter transformado o órgão num feudo do grupo político da igreja Nossa Terra e ter indicado administradores regionais incipientes e sem qualquer ligação com a comunidade guaraense. Mas esse apadrinhamento teve o lado positivo, ao destinar quase R$ 40 milhões em emendas parlamentares para o Guará durante seu mandato de deputado distrital, feito que não conseguiu reconhecimento político da comunidade nas eleições de 2022, exatamente pela falta de lideranças políticas que o representasse na Administração Regional.
Do Paraná para o DF
Paranaense de Maringá, Delmasso veio para a Brasília acompanhando o pai João Martins (falecido há 18 anos), um dos maiores técnicos em transporte urbano do país – ajudou a desenhar o sistema de transporte de Curitiba, considerado o mais completo do país – quando recebeu um convite para assessorar um dos grupos que controlava o transporte público do Distrito Federal. Aos 10 anos, com a separação dos pais, ele voltou com a mãe para Maringá, mas aos 14 anos veio definitivamente para a capital federal.
A vida pública de Delmasso começou no movimento estudantil ainda em Maringá, como presidente do Grêmio Estudantil da escola que estudava, e continuou em Brasília, quando foi eleito presidente do Diretório Central dos Estudantes (DCE) da Upis, depois presidente da Federação dos Estudantes de Administração (Fenead) até conseguir um lugar na diretoria da União Nacional dos Estudantes (UNE), onde se destacou como um dos líderes do movimento que acabou com o monopólio da entidade de emitir as carteirinhas estudantis. “Fui um dos redatores da Medida Provisória emitida pelo governo federal para acabar com aquele monopólio. Convencemos o governo que o privilégio da meia entrada deveria ser uma decisão dos estudantes e das escolas e não de uma única instituição”, conta.
Na UNE, ele já representava a Socialista Estudantil, ligada ao PSDB do então presidente da República Fernando Henrique Cardoso. Por militar na política nacional, Delmasso conviveu com atores do meio político como o ex-prefeito de São Paulo, Bruno Covas, falecido há quatro anos, ex-deputada federal Manuela D´ávila,Eduardo Paes, prefeito do Rio de Janeiro, entre outros. “Com toda essa convivência é que forjei minha formação política”, gaba-se.
Morador do condomínio Bernardo Sayão, abaixo do Polo de Moda, há 14 anos, com a mulher Daniele e os filhos Beatriz, Manuela, portadora de epilepsia, e Eduardo. Além da carreira política, Rodrigo Delmasso tem duas pós-graduações em Orçamento Público e Cidades Inteligentes – é formado em Gestão Pública, com pós graduação em Serviço Social.