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Guará marca vida familiar de Policarpo

Morador da cidade desde os anos 1990, Roberto Policarpo chega à pré-candidatura a deputado federal em 2026 mantendo aqui sua base política, familiar e comunitária

A denominação desta região administrativa vem do córrego que é um dos formadores do Lago Paranoá, protegido pelo Parque Ecológico Ezechias Heringer, inesquecível botânico que coletava ali orquídeas cerratenses. O Guará tem natureza rica, povoado por aves, enfeitado por matas floridas, e nasceu como homenagem ao lobo nativo de pelo vermelho, auará, que é a palavra que traduz esta vibrante cor na língua tupi.

Ainda criança, Arthur aprendeu a conversar sobre questões sociais

Não era pra esperar menos: emanando tanta energia, tinha que brotar desse território uma comunidade influenciada por fortes laços afetivos. Foi assim que cresceu Arthur, chegado no Guará com cinco anos de idade; e que não pretende nunca sair daqui, porque gosta demais das quadras, da feira, dos jogos de futebol, das lembranças dos amigos de escola e das histórias das casas onde morou, o tempo inteiro cheias de gente, até hoje.
Arthur é filho de Roberto Policarpo e Maria do Socorro, os dois militantes da esquerda potiguara que se conheceram no agreste do Rio Grande do Norte e vieram de mala e cuia pro Distrito Federal. O primeiro filho deles hoje tem 32 anos e já nasceu brasiliense. A filha Camila, 25 anos, já veio ao mundo trazida para a QE 4 no Guará.
Policarpo e Maria do Socorro criaram as crianças vivenciando o dia a dia da política e da urbanidade. A primeira casa em que moraram no Guará era grande o suficiente para acolher famílias de militantes de esquerda, que debatiam os destinos do PT e os problemas sociais durante as refeições que faziam juntos, enquanto os filhos e filhas brincavam embaixo das mesmas mangueiras no Guará.
Policarpo só não conseguiu trazer Arthur pra torcida do Corinthians, pois na QE 4 ele aprendeu a ser flamenguista. Mas com Maria do Socorro criaram um advogado e uma veterinária com olhar coletivo. “Nunca tive a visão de uma criança comum. Nunca vi uma quadra esportiva de escola sem perceber que precisava de alguma melhoria e trazia essas conversas pra dentro de casa”, conta Arthur, que continua o caminho dos pais nas atividades políticas.
Os pais sempre foram muito ativos, orgânicos do PT desde sua fundação e durante as fases em que o partido foi mais atacado pela mídia hegemônica e pelos golpes articulados pela direita e extrema direita contra a democracia. Sempre foi luta; acreditam nas bandeiras do partido. Acreditam na transformação do Brasil por políticas públicas que favoreçam a classe trabalhadora, lideradas pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e que vem das bases, daqueles diálogos constantes nas mesas de refeições, nas plenárias do partido em todos os recantos brasileiros, que se conjugam em conferências nacionais carregadas de emoções, transpassadas pelas diversidades étnicas e culturais que trazem a vibração de territórios e cidades à mobilização nacional. Com sintonias e discordâncias próprias da democracia.

Pré-candidato
Pré-candidato a deputado federal agora em 2026, Policarpo já cumpriu mandato na Câmara Federal, presidiu o PT-DF e defendeu a sua categoria como presidente do Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário e do MPU (Sindjus) na seccional local. Atualmente é superintendente do Patrimônio da União no Distrito Federal. Mas independentemente das funções que assumiu durante a vida, sua casa continua sendo um dos pontos principais das reuniões do partido e de movimentos sociais no Guará.
Recentemente, a casa de Policarpo e Maria do Socorro passou a ser alegremente frequentada pelos netos Catarina e Thomas, o caçulinha que nasceu no ano passado. Moram numa residência de dois andares com uma grande mesa na sala e sofá confortável pra recepcionar as visitas. Socorro também tem uma longa jornada como psicopedagoga que assumiu cargos em diretorias de escolas e deu aulas em escolas públicas em diversas regiões administrativas do DF. Tem experiência em gestão, e uma das principais foi como administradora da Cidade Estrutural, durante quatro anos.
Ambos sempre estiveram em frentes políticas em todo o Distrito Federal. Conhecem as culturas e as deficiências de todas as regiões administrativas do DF. Ele andou muito em campanhas próprias e também lado a lado de companheiros e companheiras de partido, como os históricos Chico Vigilante, Sigmaringa Seixas e Agnelo Queiroz, eleito governador do Distrito Federal com 875.612 votos, 66,10% dos votos válidos em 2010.
Homem de família grande, com 10 irmãos, quando chegou em 1990 em Brasília, trabalhou como fiscal de caixa, foi comerciante e nunca desistiu da construção da sociedade que aprendeu a idealizar na militância no Rio Grande do Norte. Passou no concurso público no Tribunal no TRT em 1992.

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