Início Geral Paty Calazans e a dedicação ao Lúcio Costa

Paty Calazans e a dedicação ao Lúcio Costa

Para a líder comunitária Paty Calazans, amar o Guará é carregar a história da cidade dentro da própria vida. Moradora das Quadras Lúcio Costa, ela é a convidada da semana da série “Porque eu amo o Guará” e relembra uma trajetória marcada pelo sentimento de pertencimento, pela convivência comunitária e pela defesa do coletivo.
Segundo Paty, o Guará nasceu com uma proposta voltada às pessoas, especialmente ao sonho da casa própria e à construção de uma cidade planejada para acolher famílias. Para ela, essa origem ainda se reflete na forma como muitos moradores se relacionam com a cidade e participam da vida comunitária.


A relação de Paty com a cidade acompanha a própria história da família. A trajetória passou pela QI 2, pela QI 30 e segue até hoje na QI 8, onde sua mãe mora há mais de 30 anos. Para ela, o Guará cresceu de forma familiar, recebendo filhos, netos e novas gerações que permaneceram ligadas à cidade.
Essa presença das famílias ao longo do tempo, segundo Paty, ajudou a construir uma identidade própria para o Guará. A cidade cresceu junto com seus moradores, em um processo de adaptação, convivência e continuidade que fortaleceu vínculos entre vizinhos, quadras e diferentes gerações.
Para ela, esse sentimento coletivo ainda está presente no cotidiano das pessoas que vivem na cidade. Mesmo com o crescimento do Distrito Federal e as mudanças ao longo dos anos, Paty acredita que o Guará conseguiu preservar características de proximidade entre os moradores e uma forte participação comunitária.
Além da ligação afetiva, Paty construiu uma atuação comunitária em diferentes áreas. Ela participou de conselhos ligados à saúde, segurança e cultura, experiências que considera importantes para compreender as necessidades da população e fortalecer a mobilização dos moradores.
Segundo ela, a atuação comunitária também permite aproximar as pessoas dos espaços de decisão e ampliar o diálogo sobre os desafios enfrentados pela cidade. A participação nos conselhos, afirma, trouxe aprendizado sobre a importância do trabalho coletivo e da organização comunitária.
“Tudo o que fiz em defesa do coletivo foi uma honra. Participar desses espaços nos faz entender melhor a cidade”, comenta.
A líder comunitária também defende a valorização dos talentos locais, especialmente na cultura. Para ela, o Guará tem pessoas comprometidas, artistas, trabalhadores e moradores que contribuem diariamente para a identidade da cidade. Valorizar essas pessoas é, em sua visão, uma forma de reconhecer a força da própria comunidade.
“Temos que valorizar a prata da casa. O Guará tem cultura, natureza, educação, saúde e pessoas que ajudam outras pessoas”, destaca.
Paty reconhece que a cidade, como qualquer outra região administrativa, enfrenta desafios em áreas como saúde, segurança e infraestrutura. Ainda assim, acredita que a melhoria depende da participação coletiva, do envolvimento da comunidade e da disposição de cada morador em contribuir com o que tem de melhor.
Para a líder comunitária, o Guará continua sendo um lugar marcado pela convivência, pela memória afetiva e pelo sentimento de união entre as pessoas que ajudaram a construir a história da cidade ao longo das décadas.
“O Guará não é perfeito, porque nenhum lugar é. Mas, quando cada pessoa oferece o melhor de si, a cidade cresce junto”, conclui.

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