Professor de História da rede pública de ensino do Distrito Federal e morador do Guará há sete anos, Guilherme de Amorim Lino, de 36 anos, disputa pela primeira vez um cargo eletivo. Candidato ao Senado pelo partido Unidade Popular (UP), ele afirma que a decisão de concorrer partiu de uma escolha coletiva da legenda, na qual milita há 15 anos.
Formado em História e Pedagogia, Amorim trabalha na Secretaria de Educação do Distrito Federal e atualmente leciona no Guará. Segundo ele, a experiência como professor e usuário dos serviços públicos influencia as propostas apresentadas durante a campanha.
Entre suas principais bandeiras está o fim da escala de trabalho 6 por 1. “O modelo reduz o tempo disponível para descanso e convivência familiar e que a jornada de trabalho volte a ocupar espaço central no debate político”, afirma.
Guilherme Amorim também critica a atual distribuição do orçamento público. Ele sustenta que a revisão dos gastos com juros da dívida poderia liberar mais recursos para saúde, educação e políticas sociais. “É necessária maior transparência em operações envolvendo instituições públicas, como os episódios recentes relacionados ao BRB”, diz.
Na proteção às mulheres, o pré-candidato ao Senado declara apoio à criminalização da misoginia e à ampliação das políticas de enfrentamento à violência. Entre as propostas estão estruturas de acolhimento e atendimento especializado sa elas nas regiões administrativas do Distrito Federal.
O transporte público também está entre as prioridades do pré-candidato. Usuário de ônibus e metrô, Amorim defende investimentos no sistema metroviário, contratação de mais servidores e ampliação das linhas. Ele se posiciona contra a privatização e propõe o fortalecimento da gestão pública do transporte. Em relação aos ônibus, o candidato questiona os repasses às concessionárias e cobra maior transparência na aplicação dos recursos. “No Guará, por exemplo, o serviço prestado pela Viação Marechal é ruim. O Distrito Federal precisa fortalecer sua empresa pública de transporte, a TCB, e avançar na redução das tarifas, com perspectiva de gratuidade”, sugere.
Na saúde pública, Guilherme Amorim defende o fortalecimento do Sistema Único de Saúde e critica o modelo do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF). Amorim, que afirma também utilizar o SUS, propõe ampliar a contratação de profissionais aprovados em concursos e reforçar as equipes de atenção básica e saúde da família.
Ao tratar do Guará, o candidato destaca a situação do Centro Administrativo Vivencial e Esportivo (Cave). “A recuperação do complexo deve preservar seu caráter público e ampliar o acesso da comunidade a atividades esportivas, culturais e de lazer”. defende.
Amorim também relembra a utilização do prédio da antiga Casa da Cultura, no Cave, pelo movimento de mulheres Olga Benário, que defendia a criação de um espaço de acolhimento para vítimas de violência. Segundo ele, após a desocupação, o imóvel voltou a permanecer sem uso.
Em sua primeira disputa eleitoral, Guilherme Amorim busca associar a trajetória como professor, militante político e usuário dos serviços públicos às propostas do UP. No Guará, onde vive e trabalha, afirma que pretende manter no debate temas ligados à mobilidade, saúde, edu
cação, proteção social e recuperação dos equipamentos públicos.
Professor do Guará disputa Senado pelo UP
Guilherme de Amorim Lino, de 36 anos, apresenta propostas voltadas ao trabalho, transporte público, saúde e recuperação do Cave
