O projeto Ecos Ancestrais encerra nesta sexta-feira (4) e sábado (5) seu ciclo de atividades dedicado à transmissão de conhecimentos e práticas do Maracatu-Nação. A programação será realizada na Casa de Cultura do Guará e reúne quatro convidados de Pernambuco em duas oficinas gratuitas voltadas aos elementos do cortejo e aos fundamentos do Baque Angola.
Na sexta-feira, das 18h às 22h, Mameto Nadja Baléginam e Rifula Idákijan conduzem a Oficina de Elementos do Cortejo do Maracatu-Nação. A atividade propõe uma vivência sobre os diferentes componentes que integram o cortejo e os significados históricos e culturais presentes nessa manifestação.

Segundo a sub-regente do Zenga Baque Angola, Samia Gomes, conhecer esses elementos ajuda a compreender as particularidades do maracatu. “Temos no imaginário o desfile das escolas de samba, mas o desfile do maracatu, apesar de ter alguma semelhança, ele é bem particular, e traz elementos que contam muito a história da própria expressão”, explica.
No sábado, das 15h às 19h, a programação segue com a Oficina de Baque Angola, ministrada pelo Mestre Hugo Leonardo e pelo Submestre Jonatas Ajenbê, ambos da Nação de Maracatu Leão da Campina, de Pernambuco. O encontro será voltado aos fundamentos e à prática do baque e reunirá conteúdos trabalhados nas etapas anteriores do projeto.
A proposta, de acordo com Samia Gomes, é integrar em um único encontro os aprendizados desenvolvidos durante o ciclo. “O conjunto de tudo que a gente estudou até aqui, os instrumentos separadamente, dentro dos sotaques do Baque Angola, e eles vão juntar isso tudo, trazer o Baque Angola de uma forma mais geral, também passando por cada instrumento, mas num encontro só.”
Realizado ao longo de 2026, o Ecos Ancestrais aproximou o público do Distrito Federal de diferentes aspectos do Maracatu de Baque Virado. O projeto promoveu oficinas sobre instrumentos, além de ações de confecção e manutenção de instrumentos, produção de figurinos e atividades de fortalecimento cultural do grupo.
Mais do que o ensino de toques e técnicas, a iniciativa busca criar espaços de troca e transmissão de conhecimentos relacionados à musicalidade, aos cortejos e às dimensões culturais e ancestrais do maracatu. A participação de convidados da Nação de Maracatu Leão da Campina também reforça o intercâmbio mantido entre Brasília e Pernambuco.
Fundado em 2017, o Zenga Baque Angola surgiu a partir do encontro entre batuqueiros de Brasília e Mestre Hugo Leonardo, regente da Nação de Maracatu Leão da Campina. O coletivo é filiado à Nação Leão da Campina e mantém vínculos culturais e espirituais com a tradição do maracatu-nação. O grupo também recebe orientação espiritual de Mameto Nadja Baléginam, matriarca do terreiro Kaiangu Kia Ítembu e sacerdotisa do Candomblé Angola Goméia.
As duas oficinas encerram o percurso formativo do Ecos Ancestrais com atividades que articulam prática musical, história e transmissão de saberes. O projeto é realizado pelo Grupo Zenga Baque Angola, com fomento do Fundo de Apoio à Cultura do Distrito Federal (FAC-DF) e da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Distrito Federal (Secec-DF).
Serviço
• Oficina de Elementos do Cortejo do Maracatu-Nação
Data: sexta-feira, 4 de setembro
Horário: das 18h às 22h
Local: Casa de Cultura do Guará
Entrada: gratuita, mediante inscrição
Inscrição: https://forms.gle/VfGyGxhNsy1LzwaUA
• Oficina de Baque Angola
Data: sábado, 5 de setembro
Horário: das 15h às 19h
Local: Casa de Cultura do Guará
Entrada: gratuita, mediante inscrição
Inscrição: https://forms.gle/W73h9WMPwgrHT2Ni8
Instagram do Zenga Baque Angola:
https://www.instagram.com/zengabaqueangola/