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Kiko Caputo quer fortalecer economia criativa e ampliar recursos do FAC no DF

Candidato ao governo defende aumento do repasse ao Fundo de Apoio à Cultura (FAC) e políticas para descentralizar investimentos nas regiões administrativas

O Distrito Federal vai muito além do funcionalismo público. A indústria criativa também movimenta a economia da capital, que figura entre os principais mercados do setor no Brasil, atrás apenas de São Paulo. Diante desse cenário, o candidato ao Governo do Distrito Federal pelo Novo, Kiko Caputo, defende investimentos e iniciativas voltados à valorização da produção artística e cultural e ao fortalecimento da cadeia criativa no Distrito Federal.
Para ampliar o papel da cultura na promoção da cidadania, da convivência, do desenvolvimento humano e do fortalecimento das identidades locais, o Plano de Governo de Caputo prevê elevar, nos primeiros quatro anos de seu mandato, o percentual da receita corrente líquida destinado ao Fundo de Apoio à Cultura (FAC).
“Acreditamos que cultura é investimento, não gasto; por isso, vamos aumentar para 0,5% o repasse da receita corrente líquida ao Fundo de Apoio à Cultura”, afirmou durante sabatina da BandNews FM.


DF é sinônimo de cultura
Segundo levantamento da Universidade Católica de Brasília (UCB), em 2025, o DF contava com cerca de 130 mil agentes formais de economia criativa, que movimentam quase R$ 10 bilhões por ano e respondem por 3,5% do Produto Interno Bruto (PIB) da capital federal. É com base em dados como esses que o candidato ao Palácio do Buriti acredita que é possível diversificar a matriz econômica do DF nos próximos anos, com a economia criativa ganhando cada vez mais espaço e se consolidando como um dos motores do desenvolvimento econômico do quadradinho.
Pesquisa do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), realizada em 2025 com base em dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), aponta que 9,7% dos trabalhadores do DF atuam no setor de economia criativa. O índice fica atrás apenas do registrado em São Paulo, de 9,8%.
Com o objetivo de apoiar esses profissionais que vivem da arte e da cultura no DF, Caputo propõe medidas para valorizar e fortalecer o setor. Entre as propostas estão a institucionalização de uma política permanente de cultura nos territórios, voltada à valorização das vocações culturais de cada região administrativa; o fortalecimento do Fundo de Apoio à Cultura (FAC), com o aperfeiçoamento dos instrumentos de fomento; a ampliação da regionalização dos investimentos; e a simplificação dos processos para os agentes culturais.
“Vejo o artista como solução, que movimenta a economia do DF. Por isso, queremos levar cultura para todas as RAs, queremos fomentar as produções locais”, disse em sabatina da BandNwes.

Setor criativo do DF
Caputo também é contrário à suspensão do edital do FAC de 2026, anunciada pela Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Distrito Federal sob a justificativa de falta de recursos para a análise dos projetos inscritos. Segundo o candidato, o atual governo suspendeu o repasse de R$ 79,5 milhões que seriam destinados ao FAC.
“Não falta dinheiro no DF; o que falta é vergonha na cara de quem está gerindo a máquina pública”, destaca.

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