André Kubitschek, candidato a deputado distrital pelo PL/DF, tem sua história ligada ao Distrito Federal antes mesmo de escolher a política como caminho. Bisneto de Juscelino Kubitschek, presidente que conduziu a construção e a inauguração de Brasília, e filho de Paulo Octávio, empresário com trajetória no desenvolvimento econômico e urbano do DF, André cresceu cercado por referências da história da capital.
Para ele, porém, o legado familiar representa responsabilidade, e não um caminho pronto. “Brasília representa uma das maiores realizações da história do Brasil, e meu bisavô teve um papel fundamental nesse processo. Mas cada geração precisa construir sua própria história. Meu desafio é respeitar esse legado e, ao mesmo tempo, olhar para os problemas atuais e trabalhar para encontrar soluções para quem vive no Distrito Federal hoje.”
André afirma ter construído sua própria relação com uma Brasília que se transformou ao longo das décadas, com novas regiões administrativas e diferentes realidades sociais e econômicas. Entre os desafios que identifica está a juventude. “Temos uma população jovem, empreendedora e cheia de potencial, mas também desafios importantes: primeiro emprego, qualificação profissional, mobilidade, educação, tecnologia e geração de oportunidades.”
Secretário da Juventude
A experiência à frente da Secretaria da Juventude do Distrito Federal reforçou sua visão de que políticas públicas precisam criar caminhos para a autonomia. Durante a passagem pelo órgão, André trabalhou com empregabilidade, formação profissional, empreendedorismo, tecnologia e educação financeira, além de manter contato com jovens de diferentes regiões. “Não existe uma única juventude brasiliense. As políticas públicas precisam considerar as características e necessidades de cada região do DF”, afirma.
O primeiro emprego está entre suas principais preocupações. André cita iniciativas como o Jovem Candango, que aproximam jovens do ambiente profissional enquanto continuam sua formação. “Precisamos ampliar esse tipo de oportunidade e aproximar cada vez mais a juventude das empresas e do mercado.”
Ele também defende que a qualificação acompanhe as mudanças da economia e da tecnologia. “Não podemos preparar os jovens apenas para as profissões que existem hoje. Precisamos prepará-los também para as oportunidades que estão surgindo.”
Tecnologia, empreendedorismo e economia digital fazem parte dessa visão. Para André, porém, a inovação depende da ampliação do acesso à formação. “Não adianta falar em economia digital se parte da população não tem acesso à formação necessária para participar dela.”
Segundo o candidato, as oportunidades também precisam chegar de maneira mais equilibrada às regiões administrativas. “Um jovem de Ceilândia, Samambaia, Planaltina ou São Sebastião precisa ter condições de acessar as mesmas possibilidades que um jovem de qualquer outra região.”
Outra área defendida por André é a educação financeira. “O jovem precisa aprender a planejar, entender seus gastos, estabelecer objetivos e tomar decisões conscientes.” Ele resume sua visão em três frentes que considera complementares: educação, qualificação e emprego. “Não adianta formar sem conectar essa formação às oportunidades existentes.”
Jovem em busca de oportunidades
Depois da experiência na Secretaria da Juventude, André afirma ter concluído que a principal demanda encontrada foi por oportunidades. “Muitas vezes existe talento, disposição e vontade de trabalhar, mas falta uma porta de entrada. Quando conseguimos abrir essa porta, o jovem faz o restante.”
Essa visão também aparece quando fala sobre o próprio sobrenome. André reconhece o peso das trajetórias de Juscelino Kubitschek e Paulo Octávio, mas afirma que pretende construir um caminho próprio. “O sobrenome faz parte da minha história e eu tenho muito orgulho disso. Mas ele não pode substituir o trabalho. A minha trajetória precisa ser construída pelas minhas escolhas, pelo meu trabalho e pelos resultados que eu conseguir apresentar.”
Ao falar sobre política, defende uma atuação próxima da realidade dos moradores do Distrito Federal. Entre as prioridades que apresenta estão jovens em busca do primeiro emprego, qualificação profissional e oportunidades para empreender. “Ninguém deve ter o futuro limitado pela falta de oportunidade. O papel do poder público é ajudar a criar caminhos para que cada jovem possa desenvolver seu potencial e construir sua própria história.”
André afirma querer ser reconhecido pelo trabalho que realizar e pelas oportunidades que ajudar a criar. Para ele, a história da família deve funcionar como referência, mas não substituir uma trajetória própria. “Tenho orgulho do legado de Juscelino Kubitschek e da história de Brasília, mas acredito que cada geração precisa escrever seu próprio capítulo.”
É nessa relação entre passado e futuro que resume sua proposta de trajetória: “O sobrenome Kubitschek faz parte da história de Brasília. O que quero é que meu trabalho também faça parte do futuro da nossa capital.”
