Início Geral Kiko Caputo defende choque de transparência e prioridade para a saúde

Kiko Caputo defende choque de transparência e prioridade para a saúde

Em sabatina, candidato do Novo critica corrupção, propõe novos hospitais e defende valorização dos servidores públicos

Durante a sabatina eleitoral promovida pelo programa Balanço Geral DF, no dia de hoje, 19/08, o candidato ao Governo do Distrito Federal Kiko Caputo (NOVO) apresentou suas propostas para áreas estratégicas como saúde, segurança, mobilidade urbana e gestão pública. O postulante enfatizou que o combate à corrupção e a aplicação de um choque de transparência são passos fundamentais para viabilizar investimentos na capital federal.
Ao iniciar sua participação, Caputo abordou gargalos na rede de atendimento médico e defendeu soluções éticas para a administração local: “Tem dinheiro, tem médico. Quem não tem fila? Fila para cirurgia, fila para exame e fila para pegar remédio. No nosso governo, nós vamos dar um choque de honestidade no Distrito Federal. Pois nós percebemos, ao começar a jornada eleitoral, que o maior problema do DF é a corrupção.”
O candidato comentou levantamentos sobre as demandas da população e reforçou que a gestão orçamentária é a chave para resolver as prioridades da cidade: “Eu recebi uma pesquisa, feita com a população do DF, que apontava os cinco principais problemas do DF. O primeiro era a saúde, seguido de mobilidade urbana, o terceiro segurança pública, o quarto regularização fundiária e em quinto a corrupção. A resolução do quinto problema é o que pode resolver os quatro primeiros citados. Quando fecharmos os ralos da corrupção, vai sobrar dinheiro para cuidarmos de tudo. No DF não falta dinheiro, falta vergonha na cara de quem o administra.”

Saúde
Na área de infraestrutura hospitalar, Caputo prometeu ampliações e novas unidades em diversas regiões administrativas: “Nós faremos a reforma dos nossos hospitais, aumentar o número de leitos em cada hospital. Vamos construir o Hospital do Câncer. Eu perdi os meus pais para essa doença e acho incrível que Brasília não tenha um Hospital do Câncer. “Eu fui o primeiro candidato a assumir a construção do Hospital de Ceilândia. Vamos construir o Hospital de São Sebastião, vamos construir o Hospital do Guará. O Guará sofre uma pressão de 400 mil pessoas e o hospital que tem lá, que nem poderia se chamar hospital, só atende duas especialidades: pediatria e clínica médica.”

Governança
Sobre o modelo de governança, o postulante defendeu o fortalecimento do funcionalismo de carreira e criticou o uso político da máquina pública: “Nós precisamos de um choque de gestão, e esse choque passa pela valorização do servidor público. Os servidores públicos sabem medir a eficiência dos servidores públicos. Eu sei que as pessoas irão votar em quem tem compromisso com o Distrito Federal. “O Distrito Federal tem 21.603 cargos em comissão. A maior parte deles é preenchida por um loteamento político-eleitoral irresponsável. Isso, sim, desestimula o servidor público. Eu sempre digo o seguinte: nós precisamos fazer um choque de gestão no Distrito Federal. Mas a energia para esse choque de gestão é o servidor público; é o servidor público que vai nos tirar do atoleiro em que está a máquina pública do Distrito Federal, porque ele que sabe fazer.”
Caputo também justificou sua entrada na disputa e fez críticas às gestões anteriores e ao grau de transparência do governo: “Eu não estaria aqui me apresentando como candidato, saindo do conforto da minha casa e do trabalho que eu amo tanto, que é a advocacia, se a velha política estivesse dando conta de resolver os nossos problemas reais. Mas eu quis sair da indignação em que eu ficava em casa para ir para uma ação, para mostrar que a gente pode fazer mais e melhor. “Se vocês olharem — e eu insisto nisso, querido ouvinte —, todos aqueles que concorrem comigo já tiveram oportunidade de governar o DF, por si ou pelos seus partidos, e falharam. O Novo tem uma forma diferente. “A primeira providência que a gente precisa tomar é dar transparência ao governo. Esse governo atual é inimigo da transparência. E nada melhor para combater a corrupção do que a luz da transparência. Os 100 primeiros dias vão ser mais do que suficientes para a gente apontar todos os erros e todos os ilícitos que foram cometidos contra a população do Distrito Federal.”
Estado integrado
Ao tratar de planos de longo prazo e da situação social do DF, o candidato defendeu uma atuação integrada do Estado: “Nós temos um plano de governo consistente. Sem amarra política. Um plano para os próximos 30 anos do DF. “Quando a gente vê um morador em situação de rua, é porque falhou a política habitacional, a política de segurança, a política de saúde pública, a política de desenvolvimento econômico e a política de assistência social. Porque tem muito morador de rua que perdeu seus vínculos com a família e precisava de assistência social. Tem muito morador que perdeu o seu emprego, e a gente precisava ter um desenvolvimento econômico muito mais sério aqui no Distrito Federal. Rua não é lugar para ninguém morar. Precisamos resolver esse problema. Existe solução. “Hoje nós estamos atrás de Goiás em tudo. Olha o nível de saúde pública do Estado. E eles possuem a metade dos recursos daqui. Lá, eles já têm escolas em tempo integral em 85% da rede. Nós aqui não chegamos a 10%. O nível da saúde pública lá também é melhor do que a saúde pública do DF.”

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