Projeto foi ampliado. Agora será COMPLEXO HOSPITALAR DO GUARÁ

A planta do Hospital de Santa Maria será usada para o projeto do hospital do Guará

A notícia de que a cidade deve receber um hospital regional, de grande porte, ainda é recebida com certo ceticismo pela população guaraense. Afinal, a promessa de ampliar o atual HRGu ou construir outro é antiga e nunca consumada. Mas, aos poucos essa desconfiança vai dando lugar ao otimismo, à medida que as providências vão avançando. Depois de identificar o terreno na QE 23, onde está o Centro de Saúde 2, e destinar recursos de emendas parlamentares para a elaboração do projeto, conseguir a promessa de financiamento do Banco Interamericano de Desenvolvimento para a obra, o deputado distrital Rodrigo Delmasso afirma que convenceu o governador Ibaneis Rocha a implantar um projeto maior ainda do que estava previsto, um complexo hospitalar para atender toda região em volta do Guará. Portanto, o hospital virá acompanhado de uma estrutura completa de apoio ao atendimento aos usuários em qualquer situação.

Representantes do BID foram ao atual hospital do Guará para comprovar a necessidade de outro bem maior

Em reunião no Palácio do Buriti nesta quarta-feira, 31 de julho, entre o governador Ibaneis, deputado Delmasso, representantes da Secretaria de Saúde e a administradora regional do Guará, Luciane Quintana, foi definido o tamanho do projeto do complexo hospitalar, que terá 335 leitos, sendo 250 leitos de internação, 25 leitos de UTI e 60 de pronto socorro. E uma estrutura ambulatorial composta de policlínica, centro de apoio diagnóstico, centro de exames e central de laudos de radiologia.
A área total do complexo será de 37 mil metros quadrados, sendo 33.500 do hospital e o restante das unidades de apoio.
A primeira providência, segundo Delmasso, foi tomada pelo próprio governador, ao sugerir o aproveitamento do projeto técnico do Hospital Regional de Santa Maria, o mais novo e um dos maiores do DF, como planta piloto para o Hospital da Região Centro –Sul, nome oficial da unidade que será construída no Guará, mais adaptações internas para melhorar o atendimento ao usuário. A medida reduzirá os custos do projeto em 50%, dos atuais previstos R$ 4 milhões para R$ 2 milhões. Esse recurso está garantido através de emenda parlamentar apresentada por Delmasso ao Orçamento do DF para 2019, no valor de R$ 4 milhões. A ideia de Ibaneis é aproveitar o mesmo projeto e construir um hospital semelhante em Ceilândia, utilizando a outra metade da emenda parlamentar para custear o segundo projeto.

 

Secretário de Saúde, Delmasso e outras autoridades na visita ao terreno da QE 23, no início do ano

Financiamento encaminhado
Garantidos os recursos para a elaboração do projeto técnico, o segundo passo é a busca dos recursos necessários para a construção. Desde março, o deputado Rodrigo Delmasso tem intermediado, em nome do governador Ibaneis Rocha, um empréstimo de cerca de R$ 160 milhões junto ao Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) para a construção do prédio, o mobiliário e os equipamentos. Representantes do BID praticamente definiram a forma do empréstimo em reunião com representantes da Secretaria de Fazenda do DF no dia 17 de maio, depois de fazerem uma visita técnica para conhecer as limitações do Hospital Regional do Guará (HRGu) e a necessidade de se erguer uma nova estrutura para atender à população da Região de Saúde Centro-Sul. Pelo menos 400 mil pessoas serão beneficiadas com o novo complexo hospitalar, que atenderá os moradores de Guará, Candangolândia, Núcleo Bandeirante, Estrutural, Setor de Indústria e Abastecimento (SAI), Setor Complementar de Indústria e Abastecimento (SCia), Riacho Fundo I e II e Park Way.
Representando o secretário de Saúde, Osnei Okumoto, a superintendente da região, Moema Campos, explicou que o hospital, da forma como está não atende às necessidades da população dos nove setores, pois só consegue oferecer acolhimentos na Clínica Médica e na Pediatria, e de forma restrita. “Não realizamos exames mais complexos nem cirurgias”, explicou aos representantes do BID. Depois de percorrer os três andares do HRGu e se certificaram das limitações impostas pelo espaço, os representantes do banco de desenvolvimento se convenceram da necessidade da construção deum hospital de maior nporte para atender a região. “Realmente, constamos que a construção do novo hospital é bastante justificada”, concordou o representante do BID, Ian William Mac Arthur.
A estrutura atual só dispõe de 54 leitos. O novo prédio terá capacidade para 285 leitos de enfermaria e outros 90 para o pronto-socorro, com perfil assistencial voltado para a clínica médica e outras cinco especialidades da Medicina. “Ainda estamos definindo a carteira de serviços”, explicou Moema Campos, ao falar da necessidade de pessoal para a unidade. Segundo a superintendente, “hoje, há um grande vazio assistencial na região”..
A previsão é que o projeto seja concluído até o final deste ano e a construção seja iniciada em até dois anos, prazo para a viabilização dos recursos e a licitação da obra.

Reunião da semana com Ibaneis selou a decisão de construir o novo hospital
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