Réu que esteve foragido por 15 anos é condenado no Guará

Crime ocorreu em 2003; homem foi localizado graças a projeto do Ministério Público

A Promotoria de Justiça do Tribunal do Júri do Guará julgou, nesta quinta-feira, 29 de agosto, Márcio Rodrigues Cabral pelo assassinato de Maurício Ferreira de Souza, crime ocorrido em 2003 na antiga Vila Feliz, invasão que existia entre as QEs 38 e 44, onde é hoje a Expansão do Guará, QEs 48 a 58. A pena foi fixada em 14 anos de reclusão em regime fechado. O réu não poderá recorrer em liberdade.

De acordo com a descrição do crime, Márcio entrou no barraco onde Maurício morava e atirou contra a cabeça do rapaz enquanto ele dormia. Os jurados aceitaram as qualificadoras apresentadas pela Promotoria de Justiça: motivo torpe (dívida referente a um revólver) e uso de recurso que dificultou a defesa da vítima (Maurício foi atacado durante o sono).

Depois do crime, Márcio fugiu do Distrito Federal. Ele foi localizado em 2018 graças ao projeto “Foragidos da Justiça”, da Promotoria de Justiça do Guará. A atuação do Ministério Público, com apoio da Polícia Civil, permitiu encontrá-lo em Valparaíso (GO) e trazê-lo para julgamento.

A mãe da vítima, que mora no Piauí, não tinha condições de pagar as passagens para vir ao Distrito Federal. O deslocamento foi custeado pelo Ministério Público e ela pôde participar do julgamento como informante.

 

Foragidos da Justiça

O projeto utiliza a inteligência e o cruzamento de dados para localizar fugitivos da Justiça. O projeto-piloto teve início no Guará, em 2018, e conseguiu encontrar cinco dos sete foragidos escolhidos para a primeira fase da iniciativa. O objetivo é expandir o “Foragidos da Justiça” para outras cidades do Distrito Federal.

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