A moda multicolorida de Júlia Oliveira

O tingimento tie dye é resultado de uma técnica muito antiga usada por diversas culturas africanas e japonesas. Conforme o tempo foi passando, ele foi sendo adaptado até que ficou muito popular e conhecido entre as décadas de 60 e 70. O movimento hippie dos Estados Unidos trouxe as roupas tie dye para o radar do mundo da moda. Na época, ele foi usado para acompanhar o conceito de liberdade que os jovens buscavam. Hoje, o tie dye voltou a ser tendência e cada peça é única, por conta de seu processo artesanal de tingimento.

Moradora da QE 28 do Guará, a jovem Júlia Oliveira sempre gostou de desenhar, pintar telas e trabalhos manuais. “Ultimamente tenho trazido isso para minha vida pessoal, com perspectiva de cursar moda num futuro, para continuar com a loja e com o que eu sempre amei fazer”, conta Julia, que vende roupas tingidas por tie dye.

Criações

“Para escolher o que vou colocar ou não na loja, eu estudo a tendência por estação do ano. Tenho uma fornecedora que fabrica as peças baseadas no meu projeto pra cada estação. A escolha de cores eu também pesquiso por tendências, e atualmente, tenho usado o site da Pantone para definir quais vou usar, mas a cliente também tem o direito de escolher com as cores que ela quiser, modelo e caso queira, adicionar um desenho também, como no caso de uma famosa que comprou comigo, Debora Aladim, ela escolheu uma obra de Van gogh e pediu para eu reproduzir na calça tie dye! Achei super criativa!”

Em maio do ano passado ela criou uma página no Instagram para começar a vender. Antes disso, já fazia algumas camisetas pra ela mesma. “Depois que uma amiga me viu usando, pediu pra eu fazer uma pra ela, então eu fiz, ela amou, os outros amigos amaram e daí nasceu a ideia de criar uma loja pra vender as minhas camisetas”. Hoje Julia vende camisetas, chemises, moletons, calças, shorts, biquinis, buckets, vestidos, ecobags e uma infinidade de peças que estão por vir.

Produção

O processo de produção manual, meticuloso e demorado. “Nesses momentos eu deixo a criatividade fluir, e o mais importante: paciência”. Antes de começar com os moletons ela pesquisa os tecidos e as tintas. “O ideal para os moletons é 75% algodão, 25% poliéster e flanelador dentro. O flanelado promove conforto, já o poliéster serve para aquecer, e o algodão, para manter a maciez do produto”. A definição das tintas precisou de vários testes até encontrar a marca que se adaptava melhor à sua técnica. “Uso um corante específico, mas nada saí na lavagem, fixa super bem”, explica.

Para comprar, basta acessar o instagram @jotaxstore e olhar os modelos, caso queira, criar o seu, basta entrar em contato pelo Whatsapp.  O pagamento pode ser feito por transferência, boleto, depósito ou crédito/débito pelo mercado pago com taxa do app. Ela envia para todo o Brasil


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