Sexta tem homenagem aos 120 anos de Ezechias Heringer, do Parque do Guará

Ele foi o grande responsável pela criação e proteção de reservas biológicas do DF e o maior pesquisador de orquídeas do País

O engenheiro agrônomo Ezechias Heringer, conhecido por dar nome ao Parque do Guará, será homenageado nesta sexta-feira, 4 de abril, pela celebração do seu 120º aniversário – ele morreu em 1987 aos 82 anos.

Ezechias Heringer, mineiro de Manhuaçu, veio para Brasília em 1960, convidado pelo presidente Juscelino Kubstchek, para ajudar na arborização e na implantação dos parques e reservas biológicas da nova capital. Como funcionário do Ministério da Agricultura, viabilizou convênio com a Novacap para a criação do Parque Nacional de Brasília, com 28 mil hectares.

Aqui, foi professor do curso de Agronomia da UnB, mas sua grande paixão foram as mais de 100 espécies de orquídeas catalogadas por ele no Parque do Guará. Também participou ativamente da implantação da Estação Ecológica das Águas Emendadas e da Apa do Gama-Cabeça de Veado, no total de mais 50 mil hectares de áreas protegidas no DF.

Como será

A homenagem vai começar às 9h, na entrada principal do parque, e vai incluir falas e atividades que refletem o espírito e os valores do professor Ezechias Heringer, e está sendo coordenada pelas filhas Anajulia e Quélvia Heringer.

A programação inclui oficinas de nendodama, que é uma técnica japonesa de reflorestamento com bolinhas de argila e sementes, o plantio de espécies nativas e uma caminhada guiada pelo parque.

O evento faz parte do projeto “Recortes do Cerrado — Ezechias Heringer”, idealizado pela artista Hiromi Takano. A iniciativa busca unir arte, educação ambiental e sustentabilidade. Além de homenagear o legado do ambientalista, a iniciativa também celebra os 130 anos da amizade entre Brasil e Japão, destacando a influência da cultura japonesa na preservação do meio ambiente.

A comemoração faz parte do Projeto de Exposição – Recortes do Cerrado – Ezechias Heringer. O evento contará com oficinas de nendodama – bolinhas de argila com sementes, uma técnica criada pelo agrônomo japonês Masanobu Fukuoka – e o plantio de espécies nativas no parque. Artistas de sumi-e (pintura tradicional japonesa), alunos de escolas públicas do Guará, escoteiros e o público geral participarão dessa ação, que reflete a harmonia entre homem e natureza, um princípio valorizado tanto no Japão quanto no Cerrado.

A iniciativa reforça o compromisso com a restauração ecológica e a conscientização ambiental no Distrito Federal, celebrando a conexão histórica nipo-brasileira. A Oficina de nendodama corresponde à primeira etapa do Projeto de Exposição “Recortes do Cerrado – Ezechias Heringer”, idealizado pela Artista Hiromi Takano, que acontecerá no Foyer da Câmara Legislativa em setembro. Neste ano em que se celebram 130 anos de amizade entre Brasil e Japão, a Artista unirá arte, educação e sustentabilidade, inspirando-se na cultura japonesa para homenagear o legado ambiental do cientista e promover a preservação do bioma Cerrado.