Hospital do Guará comemora 33 anos

Programação de aniversário contou com bolo, apresentações musicais, homenagens aos servidores e sorteio de brindes. Hospital é referência em pronto-socorro e pediatria

O Hospital Regional do Guará (HRGu) completou 33 anos neste mês. Inaugurada em 1992, a unidade hoje é referência em atendimento de pronto-socorro e pediatria. Na celebração, gestores, pacientes e profissionais de saúde se reuniram, nesta quarta-feira (13), para uma festa animada com apresentações musicais, homenagens aos servidores, sorteio de brindes e bazar.
“Comemoramos o aniversário de um equipamento importante para a comunidade. Um mérito construído pelos profissionais que integram ou já integraram este hospital”, destacou o secretário executivo de Gestão Administrativa da Secretaria de Saúde, Valmir Lemos de Oliveira.

Representando os servidores, a técnica de
Enfermagem, Marcela Rosa foi homenageada pelo
superintente da Região Centro-Sul, Ronan Garcia, e
da diretora do hospital, Gisele Cipriano (de vermelho)

O superintendente da região de Saúde Centro-Sul, Ronan Araújo Garcia, endossou a dedicação de quem trabalha diariamente no HRGu. “Temos que agradecer aos nossos servidores, colaboradores e pacientes. Juntos, desenhamos uma trajetória de muito amor.”
O HRGu conta com uma rede de 540 trabalhadores e realiza, em média, 1,5 mil atendimentos adultos de média e alta complexidade. A assistência, contudo, abrange urgência e emergência tanto para adultos (clínica médica) quanto para crianças (pediatria). No total são 65 leitos.
“As pessoas nos procuram em busca de acolhimento, de cura, de atenção e encontram tudo isso aqui. Cada servidor tem um papel essencial na jornada do paciente, pois trabalham com muito profissionalismo e compaixão. Reafirmo nosso compromisso em continuar oferecendo atendimento ético, humanizado e de qualidade”, apontou a diretora do HRGu, Gisele Cipriano Mota Sousa.

A sala de vermelha foi ampliada e a pediatria recebeu uma nova brinquetoca, além
de outras obras de melhoria em todo o hospital

Do outro lado do atendimento, está Maria Luiza Torres Cavalcante Rocha, 85. Paciente da unidade, a moradora do Guará I reiterou a atenção dispensada pelas equipes. “Aqui tem acolhimento de qualidade e, como se não bastasse a parte do posto de saúde, também tem aquele comprometimento com a gente. Só tenho a agradecer”, elogiou.
Durante a festa, como forma de agradecimento pelo trabalho, os servidores do hospital receberam um certificado e foram agraciados com um troféu simbólico com os dizeres: “Seu nome está gravado na história do HRGu como um exemplo de dedicação e excelência”.
A técnica de enfermagem Marcela Rosa, 57 anos, foi uma das homenageadas. “Eu sempre gostei de fazer o que escolhi como profissão. Então, procuro fazer o melhor que posso todos os dias. Isso reflete na qualidade do serviço. Estou muito feliz com essa homenagem.”
Uma das profissionais mais antigas do ambulatório e hoje aposentada, a técnica de enfermagem Terezinha Aparecida de Almeida, 66, também segurava seu troféu. “Ao longo desses anos, tenho visto melhorias no sistema de saúde. Como servidora, só tenho a agradecer.”

Avanços
Em janeiro deste ano, por exemplo, a sala vermelha do HRGu está mais moderna, funcional e adaptada às necessidades de atendimento médico de urgência e emergência. A reforma do espaço destinado aos pacientes com quadro clínico grave contou com um investimento de R$ 113 mil.
Também já foram entregues as enfermarias da clínica médica e da pediatria. Outras obras estão em andamento como a adequação do pronto-socorro e das salas de repouso para os servidores.

 

Hospital foi uma conquista das lideranças comunitárias

A sala de vermelha foi ampliada e a pediatria recebeu uma nova brinquetoca, além
de outras obras de melhoria em todo o hospital

Não era exatamente o hospital que a cidade queria, isso em 1991, quando a população guaraense era de cerca de 120 mil habitantes – atualmente são cerca de 150 mil. O próprio governo – na época era a gestão Joaquim Roriz e do secretário de Saúde Jofran Frejat – chegaram a sinalizar que o Guará iria receber um hospital de porte maior, construído para esse fim. Era essa a promessa feita pelos dois às lideranças comunitárias, que intensificaram uma campanha para que a cidade finalmente ganhasse o seu tão sonhado – e necessário – hospital.
Para surpresa da comunidade na época, o governo voltou atrás parcialmente, e anunciou a criação de um hospital, mas de pequeno porte a partir da adaptação do antigo Posto de Atendimento Médio (PAM) do Instituto Nacional da Previdência Social (INAMPS), hoje INSS, na QI 6 do Guará I.
Embora tenha frustrado as lideranças comunitárias no primeiro momento, a notícia da criação do hospital, mesmo que bem menor do que estava previsto, acabou sendo comemorado pelas lideranças e pela comunidade de saúde. Afinal, era pegar ou largar, ou seja, ou era o que estava sendo proposto, ou nada. O HRGu foi aberto à população no dia 5 de agosto de 1992 pelo então governador Joaquim Roriz, e pela médica Maria da Paz Coutinho Dutra, sua primeira diretora.

Melhorias recentes
Com o tempo, o HRGu foi recebendo melhorias, a maior delas nos últimos dois anos com a ampliação e reforma da sala vermelha (de atendimento de urgência), da enfermagem e da pediatria, além da recepção e da parte administrativa. De acordo com a diretora do hospital, Gisele Cipriano Mota Sousa, “a reforma elevou a qualidade e a segurança no cuidado prestado aos pacientes e, ao mesmo tempo, criou um ambiente de trabalho mais adequado para os servidores”. Além de oferecer mais tecnologia e conforto aos pacientes e profissionais, a sala vermelha aumentou a oferta de vagas em relação à anterior.
As obras, entretanto, não aumentaram a capacidade de atendimento do hospital, que é de 1 mil na pediatria e 1,2 mil a 1,5 mil na clínica médica, por mês, e 50 de internação. “O que estamos melhorando é o conforto dos pacientes e dos profissionais, porque as instalações eram antigas e desconfortáveis”, explica Gisele Cipriano.
No total, entre emergência, internação infantil e adulto, o Hospital do Guará dispõe de 50 leitos, o que o torna o menor hospital da rede pública do Distrito Federal, porque a média varia de 150 a até 250 leitos.
Como, por enquanto, não é possível aumentar a capacidade de atendiment do HRGu, Gisele diz que a esperança de melhoria é o futuro Hospital Clínico Ortopédico (HCO), que está sendo construído ao lado da QE 19 do Guará II, que terá no total 160 leitos, a maior parte será destinada aos atendimentos de ortopedia encaminhados pela rede pública da região Centro-Sul (Candangolândia, Cidade Estrutural, Guará, Park Way, Núcleo Bandeirante, Riacho Fundo I, Riacho Fundo II, Setor de Indústria e Abastecimento (SIA) e Setor Complementar de Indústria e Abastecimento (SCIA), mas vai disponibilizar 50 leitos para o atendimento clínico.