Patinetes elétricos chegaram

Modal busca facilitar deslocamentos curtos, reduzir impactos ambientais e exige atenção redobrada dos usuários para um uso seguro

por Dái Ribeiro

 

O Guará acaba de receber uma nova alternativa de transporte urbano com a implantação do serviço de compartilhamento de patinetes elétricos. A novidade faz parte da expansão da micromobilidade no Distrito Federal, que já vinha sendo testada em outras regiões administrativas desde o início do ano. O sistema funciona por meio de aluguel via aplicativo, com tarifas acessíveis e foco em trajetos curtos.


No Guará, os equipamentos já estão em funcionamento e podem ser encontrados em pontos estratégicos da cidade, como praças, estações de metrô e comércios locais. Por enquanto os patinetes só estão presente no Guará II, nas quadras dentro da Avenida Contorno, e na Feira do Guará. Para utilizar, basta baixar o aplicativo da operadora, realizar um cadastro simples e escanear o QR Code do patinete. A ativação custa em média R$ 2,50, com tarifa adicional por minuto de uso.
A iniciativa, que começou em fase de testes no Plano Piloto, Águas Claras, Lago Norte, Sudoeste e Cruzeiro, é coordenada pela Secretaria de Transporte e Mobilidade (Semob-DF) em parceria com empresas privadas. Segundo a Semob, o objetivo é oferecer um modal que complemente o transporte coletivo, incentive a mobilidade ativa e reduza o uso de veículos individuais.
Os patinetes são ideais para o deslocamento de curta distância e baixa velocidade, principalmente em trajetos entre casa, trabalho, escola e estações de metrô ou ônibus. Além disso, a infraestrutura urbana do Guará, com ciclovias e calçadas largas, favorece a adesão segura a esse novo modal.
Com essa novidade, o Guará se junta ao movimento por uma cidade mais conectada, sustentável e com opções modernas de deslocamento urbano. Além de contribuir com a fluidez do trânsito e a redução de emissões, os patinetes representam uma evolução na mobilidade urbana, aproximando as pessoas dos seus destinos com agilidade e menor impacto ambiental.

Regras
A Secretaria de Mobilidade reforça que os patinetes devem ser utilizados com responsabilidade, respeitando as regras de trânsito previstas na Resolução nº 996/2023 do Contran. Os dispositivos podem circular em ciclovias, ciclofaixas e vias com limite de até 40 km/h, desde que sempre no sentido do trânsito. Em calçadas, a velocidade máxima permitida é de 6 km/h, priorizando a segurança de pedestres.
O uso de equipamentos de proteção, como capacete, é recomendado, embora não seja obrigatório por lei. Estudos mostram que o uso inadequado dos patinetes pode causar acidentes, principalmente quedas que afetam punhos, braços e tornozelos. A conscientização dos usuários é apontada como fator essencial para o sucesso da iniciativa.

Acidentes
Entre os acidentes com patinetes elétricos registrados em 2024, a maior parte ocorreu por imprudência dos condutores, falta de proteção adequada e uso indevido em vias de tráfego intenso. Houve aumento considerável de internações por fraturas decorrentes de quedas. Por isso, o uso consciente é fundamental para evitar que uma solução de mobilidade se torne um problema de saúde pública.
O uso seguro está diretamente relacionado à educação dos usuários e ao respeito às normas de circulação. Atitudes como evitar manobras bruscas, não dividir o patinete com outras pessoas e respeitar o espaço dos pedestres são essenciais para garantir a convivência harmônica nas vias.