Sem alvará, bar no Guará I é interditado

Santo Grau operava com pendências junto ao Corpo de Bombeiros, à Defesa Civil e Administração Regional

A Secretaria de Estado de Proteção da Ordem Urbanística do Distrito Federal (DF Legal) interditou, no último sábado (6), o Santo Grau Bar e Restaurante, localizado no Guará I, em frente ao comércio da QE 7 e ao lado do Posto Esso. A ação foi realizada após a constatação de que o estabelecimento funcionava sem as licenças obrigatórias emitidas pelo Corpo de Bombeiros Militar do DF (CBMDF) e pela Defesa Civil.
De acordo com informações do órgão fiscalizador, o bar é classificado como uma “atividade de risco”, conforme estabelece o Decreto nº 36.948/2015, o que exige maior rigor na regularização documental. Por conta da gravidade da infração, a interdição foi realizada de forma sumária, ou seja, imediata, com o objetivo de garantir a segurança dos frequentadores, trabalhadores e da vizinhança.
Em nota, a DF Legal esclareceu que o funcionamento de qualquer estabelecimento sem as autorizações necessárias configura infração grave à ordem urbanística e coloca em risco a segurança pública. “Para que o estabelecimento volte a funcionar, é necessário que todas as licenças exigidas por lei sejam obtidas. A reabertura antes desse processo pode gerar multa e apreensão de materiais”, afirmou o órgão.
Reclamações
da comunidade
A interdição do Santo Grau também veio ao encontro das reclamações recorrentes de moradores da região, que já vinham denunciando o bar por perturbação do sossego. Segundo relatos, o som alto se estendia até altas horas da madrugada, especialmente nos fins de semana, prejudicando o descanso dos residentes.
Além do barulho, outra queixa frequente é o estacionamento irregular dos veículos dos clientes, que costumam ocupar as vagas em frente às casas, dificultando o acesso dos moradores às suas garagens e gerando transtornos no trânsito local.
“Durante a semana é mais tranquilo, mas quando chega sexta e sábado, ninguém dorme. É música alta, gritaria e carros parados nas calçadas. Já reclamamos várias vezes”, contou uma moradora da QE 7, que preferiu não se identificar.
A ação da DF Legal foi acompanhada por agentes da administração regional e da Polícia Militar do DF, garantindo a segurança durante o processo de interdição.