Por Aline Diniz
As praças exercem papel fundamental na vida urbana. São espaços de convivência, lazer, prática esportiva e contato com a natureza, especialmente em regiões densamente povoadas como o Guará. No entanto, a manutenção dessas áreas nem sempre acompanha a demanda da população. No Guará I, especialmente nos conjuntos internos da QI 11, moradores e comerciantes locais relatam problemas recorrentes relacionados ao mato alto, equipamentos de playground em mau estado de conservação e sensação de insegurança em três praças específicas da região. A moradora da QI 11, Cláudia Santos de Lima, diz que costuma frequentar todas as três praças, principalmente a que fica de frente a Escola Classe 03. Ela reclama que a praça não recebe manutenção há muito tempo. “Os poucos brinquedos que existem estão mal conservados e apresentam riscos para as crianças”.
Guará é a Região Administrativa do Distrito Federal com o maior número de praças: ao todo, são 59 áreas públicas de lazer, número superior a locais como Ceilândia, que possui 55. Segundo a Administração Regional, cuidar e conservar esse volume de espaços representa um desafio constante, que exige planejamento técnico, integração entre órgãos do GDF e também o apoio da comunidade local, comerciantes e moradores.
Uma das praças fica localizada na QI 11, em frente ao bloco P. Até recentemente, o local apresentava mato alto e falta de cuidados, o que gerava reclamações de moradores. Após contato da reportagem solicitando esclarecimentos à Administração Regional do Guará, foi informado que a praça receberia manutenção, o que efetivamente aconteceu, com serviços de limpeza e roçagem, melhorando visivelmente as condições do espaço. As fotos tiradas do local, antes e depois mostram bem a situação.
A realidade de outra praça perto dali, na QI 11, em frente à Escola Classe 3, continua inalterada. Em outubro de 2025, um morador em situação de rua se instalou no local, permanecendo ali por meses. A retirada ocorreu apenas no dia 22 de janeiro. Apesar da ação, a praça continua com mato alto e sem manutenção. Segundo a Administração Regional, os serviços de limpeza e zeladoria estão programados para ocorrer até a primeira semana de fevereiro.
Já a terceira praça, localizada na QI 11, próxima ao conjunto D e aos blocos T e E, apresenta um cenário mais crítico. O espaço, que mais se assemelha a um bosque de mata densa, possui brinquedos de parquinho abandonados e enferrujados, além de vegetação que cresce de forma desordenada, sem registros de poda ou manutenção regular. Até o momento, não foi apresentada previsão específica de intervenções para o local.
Através de nota, o administrador regional do Guará, Artur Nogueira, informa que a Administração Regional tem conhecimento das situações apontadas nas praças da QI 11 e esclarece que as demandas foram tratadas conforme planejamento técnico. “As ações de limpeza, roçagem e serviços de zeladoria foram executadas ao longo desta semana, de acordo com cronograma previamente estabelecido”, diz ele.
Ainda de acordo com a Administração, os serviços foram realizados pela Divisão de Obras da Administração Regional do Guará, em parceria com o projeto Mãos Dadas, da Secretaria de Estado de Administração Penitenciária, com apoio do Programa GDF Presente. As ações integram o Programa Administração Presente, iniciativa permanente que leva manutenção urbana, escuta da população e respostas diretas às quadras da cidade. Sobre as responsabilidades, a Administração esclarece que os serviços de roçagem e poda preventiva são de competência da Novacap. “Durante o período chuvoso, o crescimento acelerado da vegetação exige intervenções mais frequentes e reprogramações técnicas. A iluminação pública é responsabilidade da CEB Iluminação Pública, enquanto a segurança do mobiliário urbano e das áreas públicas cabe à Polícia Militar do Distrito Federal, por meio do policiamento ostensivo”, completa a nota.
Em relação à praça onde havia uma barraca de morador em situação de rua, a Administração confirma que estava ciente do caso. “A retirada ocorreu por meio de ação integrada de acolhimento, envolvendo Casa Civil, Secretarias de Desenvolvimento Social, Saúde, Justiça e Cidadania, Segurança Pública, Proteção da Ordem Urbanística, Serviço de Limpeza Urbana, Novacap e forças de segurança. A iniciativa garantiu atendimento social, orientações, encaminhamentos adequados e a preservação do espaço público, conforme as diretrizes do GDF”, informa.
Fiscalização e participação da comunidade
A Administração Regional afirma que existe um cronograma permanente de vistorias e manutenção, fortalecido pelo Programa Administração Presente, que já passou por diversas quadras do Guará e seguirá por toda a cidade. A população pode registrar demandas pelo telefone 156, pelo serviço Administração 24 horas ou pelo Portal Cidadão do DF. Em nota final, o administrador regional do Guará, Artur Nogueira, destacou a importância do cuidado com os espaços públicos:
“Cuidar dos espaços públicos é cuidar das pessoas. Nosso compromisso é estar presente nas quadras, ouvir a população e agir. Em parceria com a Novacap, estamos executando a construção de 600 metros quadrados de novas calçadas na QI 11, uma obra que valoriza o espaço público, melhora a mobilidade e prioriza o pedestre.










