Guará é 5º em caminhabilidade no DF

Região recebeu nota 5,40 e ficou acima da média das 39 áreas do Distrito Federal analisadas pelo Índice Praticidade

O Guará ocupa a quinta posição entre as regiões mais caminháveis do Distrito Federal na edição 2026.1 do Índice Praticidade. A região recebeu nota 5,40, resultado 1,50 ponto superior à média de 3,90 registrada entre as 39 áreas analisadas.
Ceilândia lidera o levantamento, com nota 6,00, seguida por Taguatinga, com 5,98. Riacho Fundo II e Samambaia aparecem empatados, ambos com 5,49. O Guará vem logo depois e está à frente de regiões como Cruzeiro, Asa Sul, Itapoã e Sudoeste e Octogonal.
O índice avalia a facilidade de acesso a pé a serviços, transporte, saúde, alimentação e outros recursos utilizados no cotidiano. O levantamento considera 14 categorias e utiliza áreas reais de caminhada para calcular as distâncias entre as residências e os pontos de interesse.
Para Ricardo Carapeto, fundador do Praticidade.com, os resultados não devem ser interpretados como uma classificação geral dos melhores lugares para morar. Segundo ele, uma nota menor indica que o cotidiano exige deslocamentos mais longos, mas não significa que a região ofereça menor qualidade residencial.
O Guará também aparece entre os cinco primeiros no recorte de custo-benefício. A região ficou na quinta posição, com nota 0,71. O indicador relaciona a nota geral de praticidade a uma estimativa do preço de referência do metro quadrado. Samambaia lidera essa categoria, seguida por Taguatinga, Cruzeiro e Vicente Pires.
De acordo com a análise apresentada pelo estudo, regiões mais compactas, com comércio e serviços próximos das áreas residenciais, tendem a facilitar os deslocamentos a pé. O documento relaciona os resultados do Plano Piloto às características do projeto urbanístico, marcado por grandes distâncias, superquadras e setores separados por atividade, estrutura que favorece os deslocamentos motorizados.
A edição foi congelada em 5 de julho de 2026 e representa o primeiro levantamento da série. Como não existem edições anteriores, os resultados ainda não permitem identificar avanços ou recuos na mobilidade a pé, nem medir isoladamente os efeitos de obras realizadas na região.
O estudo utiliza informações de fontes abertas, entre elas o OpenStreetMap, o Censo 2022 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística e dados oficiais dos sistemas de transporte público. A edição não apresenta um recorte de segurança para o Distrito Federal. Segundo os responsáveis, essa categoria foi incluída apenas em São Paulo e no Rio de Janeiro, onde existem dados oficiais por bairro considerados adequados para a comparação.
A metodologia e o mapa interativo das regiões analisadas estão disponíveis no site praticidade.com.