O apelido já entrega uma parte da história. Wilson Rodrigues da Silva é conhecido no Guará como Nem Só Alegria, nome que nasceu do jeito descontraído, bem-humorado e otimista com que costuma encarar a vida. No domingo, 23 de agosto, porém, foi difícil encontrar outra definição para o momento vivido por ele: em sua primeira competição de mountain bike, o morador da QI 6 terminou no lugar mais alto do pódio.
Aos 58 anos, o empresário venceu a categoria Master C2 da MTB Sport, prova de um dia da Brasil Ride Pirenópolis. O percurso teve 50 quilômetros e 1.340 metros de altimetria, passando pelas trilhas e subidas da região da Serra dos Pireneus. No resultado geral, considerando atletas de todas as categorias, Wilson ainda terminou na 41ª colocação.
Nem Só Alegria não é nome de batismo. O apelido acabou se incorporando à identidade de Wilson justamente por causa de seu jeito alegre e virou também um bordão. Agora, depois da estreia vitoriosa, o nome começa a aparecer também no mountain bike competitivo.
A relação com a bicicleta, porém, é relativamente recente. Wilson começou a treinar durante a pandemia, há pouco mais de seis anos. Desde então, o que começou como atividade física ganhou espaço na rotina. Ele passou a buscar distâncias maiores, percursos mais exigentes e desafios capazes de testar resistência, técnica e disposição.

O gosto pelos treinos ajudou a levá-lo até Pirenópolis para a primeira experiência em uma competição. E a estreia aconteceu justamente em uma prova de grande porte. A Brasil Ride reúne atletas de diferentes regiões e é uma das principais referências do mountain bike de longa distância no país. Na edição de Pirenópolis, a competição teve como cenário as trilhas do Cerrado e a paisagem histórica da cidade goiana.
Apesar do primeiro lugar logo na estreia, Wilson não parece disposto a tratar a vitória como ponto de chegada. O próximo desafio já está escolhido e será ainda mais perto de casa. Em setembro, Nem Só Alegria pretende disputar o Guará Race, no próprio Guará.
Depois de descobrir as competições aos 58 anos, ele segue aumentando as distâncias e procurando percursos mais difíceis. Se depender do espírito com que encara cada novo desafio, o resultado pode até variar. O alto astral, pelo visto, vai continuar acompanhando cada pedalada.










