Policarpo chega à reta final da campanha. “Me dê seu voto de confiança”

Depois de percorrer as cidades do Distrito Federal apresentando sua história e suas propostas, Policarpo chega à reta final reencontrando também uma frase que ficou na memória de muitos eleitores

A cena se repetiu durante a campanha. Policarpo se aproxima, cumprimenta alguém e, antes mesmo de terminar a apresentação, ouve: “Eu lembro de você. Você é o ‘me dê seu voto de confiança’.” A lembrança vem de longe. Desde 2010, Policarpo encerra suas participações no horário eleitoral com esse pedido. O tempo passou, vieram outras eleições, mas a frase permaneceu na memória de muitos eleitores e reapareceu espontaneamente nos encontros desta campanha. Talvez porque seja uma frase simples. Não promete que tudo será resolvido. Pede algo mais pessoal: confiança.
Em 2026, ela voltou ao programa eleitoral e às redes sociais. Nas ruas, porém, Policarpo descobriu que não precisava apresentá-la novamente. Muitas vezes era o próprio eleitor quem a devolvia a ele. E isso ajuda a contar a campanha que chega agora à reta final.
Porque, se a confiança é o pedido, a trajetória e as propostas apresentadas ao longo desses meses são a resposta que Policarpo procurou oferecer ao eleitor.

Ligação com o Guará
Parte dessa história também foi contada nas páginas do Jornal do Guará. Em uma das conversas com o jornal, ainda no início da caminhada, Policarpo resumiu sua relação com a cidade em outra frase: “Eu escolhi o Guará e o Guará me escolheu.” É aqui que criou raízes, constituiu sua família e construiu parte importante de sua vida.
Servidor público, dirigente sindical e ex-deputado federal, Policarpo levou para esta eleição experiências acumuladas ao longo de sua trajetória e procurou transformá-las em propostas para problemas concretos do Distrito Federal. Uma delas começa por uma desigualdade que qualquer morador do DF conhece: o lugar onde se vive ainda interfere demais nos direitos e oportunidades a que se tem acesso.
Com “Dignidade para a minha cidade”, Policarpo propõe aproximar direitos e serviços da vida das pessoas. Saúde, educação, transporte, segurança e oportunidades precisam existir também perto de casa. Moradia e regularização, proteção às mulheres, agricultura familiar e atenção às pessoas idosas integram essa visão de um Distrito Federal menos desigual entre suas cidades. A ideia pode ser resumida em uma frase: o endereço muda, o direito à dignidade não.
Há outro público com quem Policarpo não precisa começar a conversa explicando de onde veio: os servidores públicos. Servidor da Justiça e com uma longa trajetória no movimento sindical, ele conhece as dificuldades das carreiras, mas também o que a organização coletiva foi capaz de conquistar. Por isso, sua agenda para o serviço público reúne valorização das carreiras, concursos, recomposição das equipes, negociação coletiva, remuneração e melhores condições de trabalho. Há uma ideia por trás desse conjunto de propostas: quando o servidor é valorizado, quem também ganha é a população que depende do serviço público. E há uma questão que não diz respeito apenas a um grupo, mas ao futuro de praticamente todas as famílias: estamos vivendo mais.
Foi olhando para essa mudança que Policarpo apresentou Casa para Toda a Vida, voltada à população com mais de 60 anos. A proposta parte de algo muito cotidiano: depois de uma vida inteira construindo sua casa, seus vínculos e sua relação com a cidade, envelhecer não deveria significar abrir mão de autonomia. A ideia é adaptar moradias para que as pessoas possam permanecer nelas com mais segurança e independência e, ao mesmo tempo, preparar serviços, espaços públicos e oportunidades de convivência para uma população que viverá cada vez mais. Em vez de exigir que a pessoa se adapte às limitações que chegam com a idade, preparar a casa e a cidade para acompanhá-la durante toda a vida. A campanha também reuniu e levou a esse público informações sobre direitos e serviços destinados às pessoas idosas.

Defesa da dignidade
Cidade, trabalho e envelhecimento podem parecer assuntos distantes entre si. Para Policarpo, eles se encontram na palavra que escolheu para orientar a campanha: dignidade. Dignidade para viver bem no lugar onde se mora. Para ter reconhecido o trabalho que se realiza. Para envelhecer com autonomia e continuar fazendo parte da vida da cidade.
É com essas propostas e com a trajetória que apresentou aos eleitores que Policarpo chega aos últimos dias de campanha. E é justamente aqui que aquela cena do início desta história ganha outro sentido. Durante meses, foram os eleitores que, ao encontrá-lo nas ruas, recuperaram uma frase que ouviram anos atrás no horário eleitoral. Agora, na reta final, é Policarpo quem volta a ela. Agora, na reta final, Policarpo volta à frase que muitos eleitores guardaram na memória desde suas primeiras campanhas.
“Sou Policarpo, federal. Me dê seu voto de confiança”, repete o candidato.