Mesmo tendo sido espancada pelo marido em um elevador do edifício Via Boulevard no Guará há três semanas, a vítima está se sentindo culpada e envergonhada com o episódio que viralizou em todo o país. De acordo com a mãe dela, a vítima, de 34 anos enfrenta dificuldades emocionais após as agressões e continua em tratamento psiquiátrico numa clínica especializada para superar o que aconteceu. “Ela está muito triste e envergonhada, se sentindo culpada por algo que não tem culpa, pois ela é a vítima. Ainda está descompensada, vai levar um período para ela se restabelecer”, conta a mãe.
Após três semana das agressões, a Justiça do Distrito Federal tornou o empresário Cleber Lúcio Borges, de 55 anos, réu pelo crime de lesão corporal. Ele continua preso preventivamente. De acordo com o MP, a acusação pode ser modificada para incluir crimes mais graves, como tentativa de feminicídio, “a depender da chegada de novas provas”.
Próximos passos
Com o recebimento da denúncia, a Justiça do DF vai abrir uma ação penal contra Cleber Lúcio. O processo passará pela chamada fase de instrução, com coleta de depoimentos e de novas provas.
Ao fim, dessa fase, o Ministério Público (acusação) e a defesa do empresário apresentam suas alegações finais – e o juiz José Lázaro da Silva decide se Cleber Lúcio é declarado culpado ou inocente. A Polícia Civil do DF também aguarda documentos adicionais para concluir a investigação. Com isso, tanto o inquérito quanto a denúncia ainda podem ser alterados e reenviados à Justiça.
Cleber Lúcio Borges foi filmado por câmeras de segurança espancando a esposa no elevador do condomínio onde o casal mora no último dia 1º de agosto. A vítima chama o elevador e, quando as portas se abrem, é surpreendida pelo companheiro – que já aparece dando um soco. Dentro do elevador, as agressões continuam.
A mulher leva mais socos e cai no chão. Depois, se levanta e tenta reagir, dando tapas no companheiro. Em resposta, leva mais socos e cotoveladas. A cena dura quase quatro minutos. Quando as portas do elevador se abrem novamente, o homem sai — e a mulher, ainda caída, aperta os botões de outro andar (Com informações do G1 DF).










