O início do período de calor e o tempo seco são ambientes ideais para a proliferação e ataques dos escorpiões. Mas esses números tem se intensificado no Distrito Federal, o que tem preocupado os órgãos de saúde pública. De acordo com a Secretaria de Saúde, já foram registrados quase 3 mil casos de ataques do animal somente este ano, o que representa 45% em relação ao ano passado. O assunto tomou maiores preocupações nos últimos dias após a notícia da picada de escorpião a uma cliente da loja Zara do ParkShopping na semana passada, no provedor, enquanto ela experimentava uma roupa e onde o animal estava escondido.
Além de intensificar o combate ao aracnídeo, com inspeções em imóveis residenciais em locais de maior incidência, equipes da Saúde procuram orientar a população como deve proceder em caso de picada ou da presença do animal em casa. De acordo com a recomendação, o morador deve entrar em contato com a Vigilância Ambiental ou procurar uma unidade de saúde mais próxima.

Durante as ações, os profissionais orientam os moradores sobre cuidados como a instalação de vedação nas portas, colocação de telas nos ralos, controle de baratas — principal fonte de alimento dos escorpiões — e a eliminação de entulhos e restos de materiais de construção. As medidas visam à segurança da população diante da maior incidência de acidentes com escorpiões em determinadas épocas do ano. “São visitas domiciliares tanto em relação à dengue quanto a animais peçonhentos e outros animais sintomáticos. Além disso, a gente também atende os canais de ouvidoria do GDF”, explica a agente de vigilância ambiental em saúde Ranny Keatlyn de Oliveira. “Estamos aumentando as nossas vistorias, tanto com as visitas domiciliares, quanto com o atendimento da ouvidoria”.
Segundo a agente ambiental Herica Marques, do Núcleo de Vigilância Ambiental do Guará, estudiosa do assunto, a espécie mais comum no Centro Oeste e a mais perigosa é o escorpião amarelo. “É o mais letal, principalmente para crianças e idosos. Se a picada não for cuidada da forma correta, pode levar à morte”, diz ela.
De acordo com a Vigilância Ambiental, ao se deparar com um escorpião dentro de casa, não tente capturá-lo ou improvisar armadilhas. Manter o animal vivo ou tentar sua captura não tem nenhum efeito produtivo, além de aumentar o risco de fuga e acidentes. Se for seguro, o ideal é eliminar o animal utilizando um objeto firme — como uma pá ou pedaço de madeira, por exemplo — que permita atingir o escorpião com precisão, sem colocar em risco a integridade física do morador ou de outras pessoas próximas.
Após a localização do animal, entre em contato com Vigilância Ambiental pelo número 160, que envia uma equipe para analisar o local em busca de novos escorpiões, além de dar orientações sobre prevenção e segurança.
Orientações
“A maioria da população pensa que os escorpiões acessam as casas por meio de ralos, mas o animal gosta de ambientes úmidos, mas não com água. Então, muito dificilmente ele vai entrar na casa por meio de um ralo que esteja em uso constante. É importante deixar fechado, mas o principal local de acesso vai ser por meio dos condutores elétricos, buraquinhos na parede e outros pequenos acessos”, explica a chefe do Núcleo de Vigilância Ambiental do Guará, Roberta Mourão Ferreira.
A primeira recomendação é passar um pente-fino em casa, verificar se as tomadas estão bem-encaixadas, ver se tem algum buraquinho que esteja saindo no fio, que esteja um pouco aberto, se as lâmpadas e luminárias estão bem-encaixadas e tentar vedar esses conduítes elétricos para evitar que os escorpiões entrem nas casas”, enumera.
A presença de baratas no ambiente também é apontada como um fator que merece atenção. “Para o escorpião a gente não tem uma dedetização específica, então é melhor combater as baratas que são o principal alimento deles. Expulsando as baratas, o escorpião vai buscar alimento em outro local”, completa Roberta Ferreira.
Se for picado, lave o local da picada com água e sabão para remover sujeira; Eleve o membro do corpo afetado para evitar que o veneno se espalhe mais rapidamente; Procure atendimento médico imediatamente. Para que o tratamento seja mais eficaz e assertivo, o ideal é que animal e sua espécie sejam informados os órgãos de saúde pública. Se possível e seguro, tire uma foto do animal para ajudar na identificação da espécie.
Onde procurar atendimento
A Secretaria de Saúde disponibiliza soros antivenenos contra picadas de escorpiões em diversos hospitais no Distrito Federal. As pessoas que forem picadas pelo aracnídeo podem procurar os seguintes locais:
Hospital Materno Infantil de Brasília (atendimento exclusivo para crianças de até 13 anos, 11 meses e 29 dias); No Guará, o atendimento é realizado no Hospital Regional, no Guará I, ou numa das Unidades Básicas de Saúde (UBS).
A população também pode acionar o Centro de Informação e Assistência Toxicológica (CIATox), que oferece atendimento 24 horas, pelos telefones 0800 644 6774 e 0800 722 6001. Para solicitar inspeção em casos de aparecimento do animal, o contato com a Vigilância Ambiental pode ser feito pelo número 160 ou pelo e-mail .










