Amar o Guará, para Luiz Kaffa, é transformar cultura em encontro, amizade e pertencimento. Morador da cidade há mais de cinco décadas, o produtor cultural e músico é o convidado do 13º episódio da série Porque Eu Amo Guará, da colunista Rose Soares.
“Eu amo essa cidade porque todas as minhas memórias afetivas estão ligadas ao Guará. Minha infância, minha adolescência, as escolas onde estudei, as amizades que fiz e que duram até hoje são daqui”, conta.
Luiz lembra que a trajetória pessoal e profissional sempre esteve conectada à cidade. “O Guará me acolheu durante toda a minha vida. Os projetos culturais que eu criei nasceram aqui. A banda da qual faço parte, a Brazilian Blues Band, foi criada aqui. O Clube do Blues de Brasília também é uma entidade guaraense”, relata.
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Cultura e acolhimento
Há 25 anos à frente do Clube do Blues de Brasília, Luiz Kaffa destaca o espaço que o Guará oferece para a cultura e para os artistas. “É uma cidade que acolhe a cultura, acolhe os artistas. Todos que vêm aqui gostam muito do Guará e a gente é muito feliz trabalhando e vivendo nessa cidade”, afirma.
Entre os projetos realizados ao longo desse período, ele relembra festivais e apresentações internacionais promovidas na cidade. “Nós já realizamos diversos shows e duas edições do Festival Internacional República Blues. Trouxemos artistas internacionais, como Morgan Field, filho de Muddy Waters. Foi uma festa muito bacana aqui no Guará”, recorda.
Outro projeto que marca a relação de Luiz com a cidade é a Rota 156, iniciativa que transformou a via central do Guará em espaço de convivência, cultura, esporte e lazer. A ideia surgiu a partir de um coletivo de moradores liderado pelo jornalista Leonardo Saraiva.
“Ele participou de uma corrida na via central e percebeu como aquilo aproximava as pessoas. Então surgiu a ideia de fechar a rua um domingo por mês para que os moradores pudessem ocupar a cidade com cultura, esporte e lazer”, explica.
A iniciativa se transformou em política pública e hoje faz parte do calendário da cidade. Para Luiz, a proposta resgatou o espírito comunitário do Guará. “Isso relembrou as antigas ruas de lazer das quadras, mas agora em um espaço mais amplo, democrático e gratuito para toda a população”, destaca.
Memórias que fazem voltar
Mesmo após tentar morar em outro local do Distrito Federal, Luiz Kaffa percebeu que a ligação com o Guará falava mais alto. “Passei um ano na Octogonal e voltei correndo”, conta, aos risos.
Para ele, o sentimento de pertencimento explica a relação que muitos moradores mantêm com a cidade. “O Guará tem esse ímã. Quem mora aqui pode até sair, mas volta. São as amizades, o acolhimento e as memórias afetivas. É impossível não voltar”, resume.
Ao longo da conversa, Luiz Kaffa reforça a imagem do Guará como uma cidade marcada pela proximidade entre os moradores, pela convivência nas ruas e pela valorização da cultura local.
É por histórias como a de Luiz Kaffa que a série Porque Eu Amo Guará segue registrando trajetórias de pessoas que ajudaram a construir a identidade cultural, afetiva e comunitária da cidade.










