Izalci assume coordenação da bancada do DF no Congresso

Senador terá, como uma das atribuições, definir a aplicação de R$ 400 milhões em emendas parlamentares de deputados e senadores brasilienses

O senador Izalci Lucas (PSDB), que tem base eleitoral no Guará, será o novo coordenador da bancada do Distrito Federal no Congresso, liderando o grupo de oito deputados federais e três senadores. A escolha foi definida no início desta semana depois que a deputada federal Flávia Arruda (PR) desistiu de também concorrer ao posto. Entre as principais atribuições do coordenador neste ano está a destinação de R$ 400 milhões em emendas parlamentares referentes aos últimos anos para o DF.
“Entendo que os interesses de Brasília devem estar acima de qualquer tipo de postulação individual, ainda que legítima. Por isso, ao agradecer o apoio, retiro meu nome, e me coloco à disposição da bancada para, juntos, estabelecermos critérios e escolhermos um representante com a brevidade possível, já que as bancadas dos outros estados já o fizeram”, escreveu a deputada Flávia em um comunicado.
A escolha para a função é feita voto a voto, mas tradicionalmente o nome nasce de uma costura entre os mandatários das duas Casas. Flávia conseguiu a maioria na Câmara dos Deputados, mas Izalci garantiu o apoio da senadora Leila Barros (PSB). Pelo regimento, o escolhido precisa ter a maioria dos congressistas.
“Foi um gesto grandioso por parte da deputada. Essas emendas foram apresentadas nas gestões anteriores e apenas eu e a deputada Erika Kokay (PT) participamos desse processo. Não há cargos, nem benesses. O coordenador da bancada apenas articula com os congressistas as prioridades e leva para a CMO o que foi decidido, sob pena de as emendas não serem executadas”, afirma o tucano.
Orçamento
Dos R$ 400 milhões em emendas pendentes para o DF, há destinação de recursos de 2016. Entre eles, uma emenda no valor de R$ 124 milhões ao Hospital do Câncer Infantil José de Alencar. A verba ainda está disponível devido a uma decisão judicial.
Também há previsão para a construção de um novo viaduto no Recanto das Emas e investimentos para reforma de hospitais e troca de caldeiras. “São recursos nossos e o tempo que estamos perdendo coloca tudo em risco de não serem executados”, afirma Izalci.

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