“PPPs do Cave e da Avenida das Cidades saem em 2020”

Governador em exercício Paco Britto em visita ao Jornal do Guará

Inicialmente, seria apenas uma “visita de cortesia”. No sábado passado, 4 de janeiro, o vice-governador (e governador em exercício) Paco Britto fez uma visita à sede do Jornal do Guará. Mas, do bate-papo de uma hora e meia, extraímos uma entrevista – com autorização dele -, sobre assuntos somente de interesse do Guará. Paco garantiu, por exemplo, que a privatização do complexo do Cave será concluída até fevereiro e a da Avenida das Cidades será iniciada em 2020. Garantiu também a implantação do Complexo Hospitalar do Centro-Sul, que passa a ser uma das prioridades do governo, e a revitalização da Feira do Guará.

As administrações regionais estão esvaziadas, com pouquíssimas funções e pouca estrutura de pessoal e equipamentos. O governo tem algum plano de revitalizá-las?

– Essa é uma das nossas preocupações. Estamos preparando um projeto para reforçá-las com pessoal qualificado e recursos próprios para alguns investimentos pontuais sem que dependam somente das emendas parlamentares. Nesse projeto, está a instalação de um Na Hora em todas elas, a começar agora em 2020.

Essa sugestão do Na Hora no prédio da Administração do Guará já foi apresentada ao governo no início do ano passado, para aproveitar a ociosidade de parte do prédio, principalmente do corredor central, e o amplo estacionamento…

– Podemos começar até pelo Guará. O estudo está pronto e aprovado e estamos aguardando apenas o governador Ibaneis Rocha dar o start.

 

O governo pretende implantar a eleição direta dos administradores regionais?

– Não depende somente do governo, mas, principalmente, da Câmara Legislativa. Já encaminhamos o projeto de lei aos deputados e estamos aguardando eles decidirem. Tudo, entretanto, tem que ser feito e votado com cuidado, porque é uma exceção e envolve respeito às leis.

Mostramos aqui no Jornal do Guará que a cidade aguarda a implantação de cinco grandes projetos, que vão impactar sobremaneira a vida do guaraense nos próximos anos. Pra começar, como está a PPP do Cave?

– Vencemos todas as etapas e a licitação para a escolha dos concessionários está prevista para fevereiro. Já temos grupos interessados. A privatização é a única saída para a recuperação do Cave, porque o governo não poderia tirar recursos de outras áreas prioritárias, como saúde, segurança e educação, para investir numa área que poderia ser melhor administrada e melhorada pela iniciativa privada. E, também, porque o governo não tem estrutura para administrar uma área tão grande como a do Cave, mesmo se resolvesse recuperá-la.

O kartódromo também será privatizado?

– Sim. Logo depois da privatização do Cave, talvez em agosto ou setembro. Já retomamos o espaço, que será cedido temporariamente à Federação Brasiliense de Automobilismo para a realização das eliminatórias locais do Campeonato Brasileiro de Kart. Estamos preparando um convênio com a Federação prevendo a devolução do kartódromo assim que o processo de privatização estiver pronto. É uma cessão temporária e com objetivo definido.

 

Na audiência pública, em dezembro, para discutir a PPP do Cave, houve resistência de alguns segmentos à privatização, principalmente a do segmento cultural…

– O segmento cultural é ideologicamente contra qualquer projeto que transfira qualquer função do estado à iniciativa privada, mesmo sabendo que o estado não tem condição de exercê-la. E a resistência é de um grupo muito pequeno, porque temos estudos que indicam que a maioria absoluta da população guaraense é a favor da privatização do Cave, porque ela representa melhoria do espaço, com a oferta de inúmeras oportunidades de serviços, que não são oferecidos hoje ou são de forma precária. A privatização do Cave não tem volta.

E a Avenida das Cidades (ex-Interbairros)?

– Os estudos também estão bastante adiantados e deve ser lançada no segundo semestre, se não houver empecilho jurídico. O que às vezes tem atrapalhado as PPPs é a judicialização de quem perde a licitação, como aconteceu com o Kartódromo de Brasília e com a da Torre de TV. Se ninguém reclamar, sai rápido.

Há grupos formalmente interessados?

– Vários. Inclusive um consórcio só de grandes empreiteiras brasilienses. A PPP da Avenida das Cidades é uma mina, pela quantidade de empreendimentos imobiliários que poderão ser implantados no seu percurso. O que também favorece é que a economia está se recuperando e junto vem a segurança das empresas em investir.

Como está o projeto do Complexo Hospitalar do Centro-Sul, que está previsto para ser construído no Guará?

– Também está andando bem e é uma das prioridades do governador Ibaneis Rocha. Será, com certeza, inaugurado no nosso governo, até 2022.

“Feira do Guará será revitalizada”

 

A feira do Guará passa por uma crise grande, com problemas de infiltração no prédio, inadimplência, corte de água… O que governo pretende fazer lá?

– Todas as feiras do Distrito Federal estão com o mesmo problema. Estamos concluindo um projeto de reestruturação de todas elas, coordenado pelo secretário de Cidades, Fernando Leite. A primeira providência é repassar o controle delas para a Secretaria e não mais ficar com as administrações regionais. Junto, vamos fazer um pente-fino em todas elas, e as bancas que estiverem fechadas serão retomadas e licitadas. O governador Ibaneis gosta muito de feira e está incomodado com a situação delas e quer resolver o quanto antes.

Qual a maior dificuldade que o governador Ibaneis e o sr. encontraram, por não terem experiência de gestão pública?

– Como o governador Ibaneis e eu viemos da iniciativa privada, nos deparamos com uma máquina lenta e burocratizada, o que acaba emperrando ou atrasando alguns projetos que gostaríamos de implantar com maior rapidez. A sensação é que estamos na frente puxando a corda da burocracia, que não quer sair do lugar. Mas estamos agilizando tudo e, aos poucos, vamos conseguindo. 2020 será o ano dos investimentos em obras e valorização do servidor público.

 

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