Administração usa o programa Adote uma Praça para regularizar entrada de igreja no Guará

O programa Adote uma Praça foi criado, por meio do Decreto 39.690, para que empresas, entidades e cidadãos pudessem responsabilizar-se por praças, jardins públicos e áreas verdes. Um dos objetivos é estimular a cooperação entre governo e moradores das áreas próximas, assim como empresários de pequeno e médio porte, além de indústrias, ampliando a cidadania e preservação desses espaços.

Mas, o decreto tem sido usado para regularizar ocupações de área pública que interessam apenas ao adotante. Um exemplo é a Ordem de Serviço 46, assinada pela administradora Regional do Guará, Luciane Quintana, e publicada no dia 22 de julho. Nela a Administração atende a um pedido da Igreja Batista Filadélfia, entre as QEs 24 e 26 para uma obra que tem “o intuito de trazer benfeitoria para igreja e para a área pública”, segundo a própria instituição religiosa. O intuito é revitalizar a própria entrada da igreja, uma área pública ocupada de cerca de 200m2.

Não há no projeto nenhum indicativo de benefício a comunidade de justifique a inclusão desta obra no programa Adote Uma Praça. O preço por m2 de área pública ocupado no Guará é atualmente de R$ 81,93 por m2 por ano, para que um comércio utilize a área à sua frente. Ou seja, a igreja deveria pagar pela ocupação R$ 16.386,00 por ano.

No ano passado, a Administração já havia tentado autorizar a transformação de um lote da Secretaria de Educação, no Cave, em um campo de futebol particular, a pedido de um clube do DF.

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