Marcelo Poli – Pioneiro da boa gastronomia do Guará

Criador dos restaurantes e lanchonetes Marrom Glacê e Hora Extra, do sanduiche Bomba, ele hoje trabalha com revenda de automóveis

Se perguntarem a quem mora no Guará há mais de 30 anos qual o restaurante da cidade que mais vem à sua lembrança, a maioria certamente vai responder que é o… Marrom Glacê. E qual o sanduiche símbolo do Guará, a resposta mais ouvida com certeza será o … Bomba. E a agência de automóvel mais antiga e mais conhecida da cidade, vão responder que foi a Poli Veículos.
Em comum sobre os três símbolos da cidade está o empresário Marcelo Poli, responsável por esses e outros empreendimentos no Guará nas décadas de 70, 80 e 90. Ele foi dono do restaurante Marrom Glacê, na QE 7, durante muitos anos o mais frequentado pela socidade guaraense, numa época em que ainda não existiam os self services. Foi o criador do sanduiche que recebeu o nome de “Bomba”, que é até hoje um símbolo da cidade, vendido às centenas na lanchonete Marrom Clacê, no outro lado do restaurante e depois na lanchonete no conjunto Karim, em frente à Caixa Econômica. Quem apreciava uma boa comida deve se lembrar também da Churrascaria Casablanca, no Cave, onde depois veio se instalar a Casa da Cultura. Ou do restaurante Hora Extra, na QE 24, onde fazia sucesso o churrasco misto, servido num espeto sobre uma base de madeira. Tudo isso também foi criado por Marcelo Poli.
E mais. Os torcedores do Clube de Regatas Guará entre 1986 a 1989 devem se lembrar do time do “lobo da colina” que deu muitas alegrias à sua torcida, formado por craques como Luis Fernando, Barão, Niltinho, Jânio, Zé Maurício, Ivonildo e Moura. O presidente do clube nesse período era Marcelo Poli, que foi uma importante figura na história do Guará.
Mas, por onde anda Marcelo Poli?

Gastronomia e venda de veículos

Das duas paixões que marcaram sua vida empresarial, a gastronomia e a venda de automóvel, ele ficou apenas com a segunda. A vida empresarial gastronômica começou aos 16 anos, em Anápolis, quando Marcelo montou um trailer para vender sanduiche na praça Dom Emanuel em sistema drive trhu. Era ele quem fazia e vendia os sanduiches. Em 1976, veio morar com a mãe, que já residia no Guará. Inquieto, foi ajudar a tocar um boteco com um cunhado na QE 30, até surgir a oportunidade de arrendar uma lanchonete na galeria Karim, na QE 7 do Guará I. Por ser a única lanchonete na época da principal artéria empresarial da cidade, onde estão localizadas várias agências bancárias, o negócio cresceu e possibilitou um vôo mais alto, a criação do restaurante Marrom Glacê, no prédio ao lado, que foi durante muitos anos a casa mais sofisticada da cidade, onde se reunia a sociedade guaraense e servia de sede de reuniões do Rotary Club do Guará e da Associação Comercial do Guará.
No mesmo prédio, Marcelo criou a lanchonete Marrom Glacê, que se tornou um dos principais points da juventudade guaraense, principalmente porque estava em frente ao icônico Ginásio do Guará, o “Gegê”. Lá, ele criou o famoso sanduiche “Bomba”, até hoje um dos símbolos da cidade. “Foi exatamente no dia 15 de dezembro de 1979 que começamos a vendê-lo. Foi um sucesso total”, conta, emocionado, Marcelo Poli.

Novos endereços

Paralelo ao restaurante e à lanchonete, ele tocava a agência de carros usados Poli Veículos, que ocupava o terreno onde é hoje o edifício Guará Office, do Banco do Brasil e Bradesco. Depois de fechar o Marrom Glacê e entregar o terreno da agência, Marcelo criou o Point 2, outro restaurante na esquina da QI 2, para onde também levou a agência, que expunha seus carros embaixo dos eucaliptos da EPTG. Mas os planos econômicos do governo (Collor e Cruzado) provocaram um grande rombo em suas finanças. “Cheguei a perder mais de 20 carros de uma vez”, conta.
Mas a insistência com a gastronomia e o Guará continuava, mesmo diante dos reveses econômicos. Com um sócio, abriu o restaurante Hora Extra, na QE 24, que foi o principal restaurante da cidade durante quase três anos. Desfeita a sociedade, Marcelo abriu o restaurante Boiadeiro, na EPTG, em frente a Vicente Pires e os viadutos. Com o apoio da mulher Gláucia, ele resolveu se aventurar em Uruaçu, no interior goiano, onde chegou a arrendar o principal hotel da cidade e um mercado, mas um problema de saúde na família o fez desistir e retornar à Brasília.
Além das experiências com o empreendedorismo, Marcelo teve duas outras no serviço público, como administrador da antiga Rodoferroviária por dois anos e como gerente de Obras da Administração Regional da Estrutural.
Cansado de tantas aventuras, resolveu aceitar a proposta do irmão Paulo Poli para ajudar a gerenciar a PHD Automóveis, no SIA, onde está há 15 anos.
Aos 64 anos, Marcelo não se preocupa mais com os negócios nos finais de semana, como fazia antes. Sai de seu apartamento na Cidade do Automóvel e vai curtir os 15 hectares da sua chácara no Incra 9, com os filhos Débora e Júnior, os dois netos e, acreditem, três bisnetos.

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