Dançando (e exercitando) ao ar livre

Professora da Divas Dance leva atividades para o Parque do Guará

Se dançar já é bom, imagine ao ar livre e com a natureza pura em volta. Principalmente em época de pandemia. Essa foi a melhor solução encontrada pela professora Eliane Albuquerque para manter ativo seu grupo do Divas Dance, que se viu obrigado a suspender suas atividades por causa das limitações impostas pelo governo e pelo fechamento da academia que o grupo se reunia.

“Por causa da pandemia, percebemos que boa parte das alunas estavam iniciando um processo depressivo com o isolamento dentro de casa e algumas reclamavam de dores crônicas por causa da inatividade. Resolvemos aproveitar o que a natureza do Parque Ezechias Heringer oferece, além da possibilidade de se manter o distanciamento recomendável”, conta Eliane, que até então oferecia aulas virtuais, pela Internet. “Além da atividade física que a dança proporciona, a confraternização e a interação física são muito importantes para essa faixa de idade do nosso grupo”, explica.

“Já se vão sete meses que trocamos o espaço físico de uma sala fechada por aulas ao ar livre, onde o canto dos pássaros nos acompanha, a sombra das árvores nos proporciona um ambiente agradável, propício à atividade física e a paisagem deslumbrante enriquece nossa aula, nos tornando mais felizes e agradecidas”, completa Eliane.

Contra a depressão
A professora Eliane Albuquerque (detalhe) coordena o grupo.
Mais informações com ela no 98118.8502

A professora explica que o projeto Divas Dance tem como pilar o espírito alegre da dança e, como grande diferencial, a socialização entre as alunas. “Fazemos uma viagem inesquecível pelos mais variados ritmos, onde exercitamos o corpo e libertamos a alma. Suar, sorrir e cantar são nossos únicos compromissos”, diz ela. É também o que encontrou no grupo a aposentada Magda Santos, no Divas Dance desde 2018. “Aqui, pratico coisas que gosto muito, de dançar e me relacionar, fazer amizades e dividir alegrias”, afirma.

A dança também foi a solução para a depressão de Emília Martins Souza. “Depois que comecei a praticar, minha saúde e minha cabeça melhoraram muito. Não fico mais sem o Divas Dance”. Depois de praticar dança cigana por oito anos, Neusa Bezerra conta que descobriu o Divas há dois anos e está gostando da troca. “Aqui também tem muita alegria, muita confraternização, sem contar o exercício físico e aeróbico que fazemos”, diz.

As aulas acontecem terças e quintas as 10h ao lado da sede no Parque do Guará.

 

Mais informações: Eliane Albuquerque98118.8502