Jornal do Guará
Fim de um ícone – o Mané das Codornas fechou
Naquelas mesas foram fechados muitos acordos políticos e comerciais, namoros foram iniciados ou transformados em noivados, muitas amizades foram iniciadas ou consolidadas e muita conversa foi jogada fora, sempre regada com cerveja gelada, acompanhada de pratos ou tira-gostos com a qualidade que só tinha lá. Naquelas mesas se reunia o que pode se chamar de “sociedade guaraense”. Mas, naquelas mesas, ninguém se reúne mais. Aquelas mesas do Bar do Mané foram definitivamente recolhidas e o bar/boteco/restaurante mais antigo e mais tradicional do Guará fecha suas portas, após 31 anos no mesmo lugar, na QE 17.
Mas, diferente do que acontece com a maioria dos bares e restaurantes que encerram suas atividades, principalmente na pandemia, o fim do Bar do Mané não se dá por motivos financeiros. O Mané, ou Manoel dos Santos Freire, resolveu aposentar-se do ramo aos 68 anos e após 51 anos trabalhando em, e com, bar e restaurante. Em parte, por vontade própria, e em outra parte por pressão da família. Os quatro filhos e a esposa Maria Izabel deram o xeque-mate e exigiram que ele desse uma pausa na vida atribulada que consumia entre 10 e 18 horas diárias.
“Tudo na vida tem começo, meio e fim”,...
Central Food – Uma cozinha, mil opções
Onde funcionava o tradicional Bar Onda (um dos últimos redutos roqueiros do Guará), e depois o Carijó (conhecido justamente por sua cozinha impecável), operam hoje 6 marcas gastronômicas, algumas bem conhecidas. Ali funciona a cozinha da BH Pão de Queijo, uma das mais tradicionais casas de pães de queijo e salgados do Guará, atendendo há 20 anos eventos em todo DF, com o conceito de buteco home office e coffee-break. Estão ali também a Camarão In Box, que tem a premissa de entregar uma farta panela de pratos de camarão na casa do cliente, a Cão Véio, hamburgueria fundada pelo chef Henrique Fogaça, do programa de TV Master Chef, o Sushi Pronto, o Peixe Inglês e a creperia Cest Si Bon, marcas conhecidas do público brasiliense e agora instaladas no Guará.
Colaborativo
O conceito é uma tendência que foi impulsionada pela pandemia, com o crescimento do hábito das pessoas pedirem comida ao invés de irem aos restaurantes. São cozinhas industriais colaborativas, ou restaurantes sem salão, que atendem exclusivamente clientes remotos.
Mas, o Central Food é muito mais que uma dark kitchen, é também um espaço colaborativo, ou uma holding especializada em gestão de bares e restaurantes. “Nosso propósito é crescer junto com...
Festival Nova Wave traz 14 atrações musicais para o Guará nesta sexta
POR JORNAL DO RAP
A primeira edição do Festival Nova Wave, que acontece na sexta (18), conta com 14 shows de artistas locais e nacionais no Complexo Esportivo e de Lazer do Guará (Cave). Entre as atrações, nomes como Tasha e Tracie (SP), N.I.N.A do Porte (RJ), Hate Rct (DF) e FBC (BH), que acumula mais de 18 milhões de streams no Spotify e explodiu no TikTok com seu último álbum inspirado no Miami Bass dos anos 80 e 90.
“Queremos fazer brilhar artistas locais independentes, dar visibilidade para afroempreendimentos, colocar a potência do DF no mapa e difundir nomes nacionais que nunca se apresentaram em Brasília, no intuito de gerar conexões, movimentar a arte e a cultura hip-hop”, afirma Mayara Feitosa, produtora do evento. A programação do Festival ainda conta com Diniboy (RJ), Nochica (RJ), Putodiparis (RJ), Aff Mídia (DF), Bwayne (DF), Rapeiro DJ (DF), Guava (DF), Fosk Fobos (DF), DJ Smiri (DF) e Isa Marques (DF).
O projeto nasce com o intuito de ser itinerante e promete passar por diversas regiões administrativas. Os ingressos estão no terceiro lote e custam R$ 75.
Programe-se
Festival Nova Wave
Data: 18 de março, sexta-feira
Horário: a partir da 19h
Local: Teatro de Arena do Complexo Esportivo e de Lazer...
UPA do Guará será licitada em abril
Agora é oficial: a cidade vai ganhar sua Unidade de Pronto Atendimento (UPA) até o final do ano. A garantia foi dada pelo governador Ibaneis Rocha nesta quarta-feira, 16 de março, durante lançamento de pacote de investimentos na Cidade Estrutural, que também vai ganhar sua unidade. De acordo com o governador, com essas duas unidades, a atual gestão vai atingir a marca de nove UPAs construídas em quatro anos. Juntas, elas vão somar aproximadamente 40,5 mil atendimentos por mês.
Para tirar do papel as sete UPAs já construídas nesta gestão, o GDF investiu mais de R$ 51 milhões e contratou cerca de mil profissionais entre médicos, técnicos de enfermagem, enfermeiros e psicólogos. Servidores que já estão atuando nas unidades em Ceilândia, Paranoá, Gama, Riacho Fundo II, Planaltina, Vicente Pires e Brazlândia, todas com funcionamento 24h por dia.
Onde e como será a UPA do Guará
A unidade do Guará será construída na QI 23, ao lado da QE 24, no terreno que pertencia à Caesb e será de Porte II (para cidades de 100 mil a 200 mil habitantes) e terá no mínimo 11 leitos de observação, capacidade de atendimento médio de 250 pacientes por dia. Como é um projeto arquitetônico padrão,...
É hoje! Às 17h o governo vai ouvir a população sobre a ciclofaixa do Guará II
Quase cinco meses depois que a obra começou e após muitas críticas e protestos de motoristas, finalmente o governo anuncia que vai ouvir a população sobre a implantação da ciclofaixa do Guará II. Uma reunião agendada para a próxima segunda-feira, 21 março, às 17h, com representantes da Administração Regional do Guará, Secretaria das Cidades e Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Habitação (Seduh) vai debater o projeto com os moradores e discutir os impactos da obra sobre o trânsito.
A reavaliação da obra já havia sido anunciada na semana passada ao Jornal do Guará pelo secretário de Cidades Valmir Lemos depois de sua segunda visita ao Guará para discutir o assunto com comerciantes da QE 23, afetados diretamente com o fechamento do estacionamento em frente às suas lojas, e motoristas que reclamam do estreitamento das pistas da via central do Guará II.
Os representantes do governo, de acordo com o secretário, depois de ouvir os moradores, vão avaliar a possibilidade de algumas alterações no trajeto, sem, entretanto, interromper a obra e estudar modificações que atendam aos interesses dos usuários de bicicleta e dos motoristas de carros. Os motoristas são os que mais reclamam das interferências radicais na via principal, com a redução...
Guará participa do Hackathon “O DF que a gente quer” no próximo sábado
O Codese/DF realizou no último sábado a 3ª fase do Hackathon “O DF que a gente quer”, com a participação de representantes de Samambaia, Santa Maria, Gama, Sol Nascente, Ceilândia e Brazlândia. O Guará participa da 4ª fase, no próximo sábado.
Dividido em 4 eventos, nos meses de fevereiro e março, o hackathon envolverá todas as 33 regiões administrativas do DF, onde a população de cada cidade irá mapear seus “tesouros” locais e escolher aqueles com potencial de se transformarem em riquezas de desenvolvimento socioeconômico regionais.
Nesta 3ª fase do Hackathon, o primeiro lugar ficou com o projeto “Brazlândia Rota do Turismo”. Santa Maria conquistou o segundo lugar, com o projeto “Hortas Comunitárias”; e o projeto “Festival Samamba Rock”, de Samambaia, ficou em terceiro.
O Sol Nascente ficou com a Menção Honrosa com o projeto “Artesanal Autoral com foco em Economia Circular através do tratamento de resíduos sólidos”.
Ceilândia também participou do hackathon com o projeto “Vila Gastro Cultural, para a Praça da Bíblia; assim como o Gama, que apresentou um projeto para criação de um complexo de eventos no estádio Bezerrão.
As melhores ideias das 4 fases do Hackathon “O DF que a gente quer” para o aproveitamento dessas e outras riquezas serão...
Histórias para Contar e Encantar – Coletânea literária apresenta escritores do Guará e do restante do país
O livro “Histórias para contar e encantar” reúne escritores de várias partes do Brasil, sendo a ampla maioria do Distrito Federal. Uma coletânea organizada por Ana Cordeiro e Deise Saraiva que conta com 44 escritores e 48 histórias ilustradas, distribuídas em três volumes. Além do livro com as narrativas, cada volume possui também o seu livro de colorir.
“A ideia surgiu por conta da paixão pela arte de contar histórias, que eu e Deise temos em comum. O título Histórias para Contar e Encantar foi porque eu tenho um projeto de contação de histórias que mantive durante cinco anos ininterruptos na Biblioteca Rachel de Queiroz, do CEU Alvarenga, com este nome Contar Para Encantar. A princípio idealizamos um único volume, mas não sabíamos que teria tanta adesão”, explica Ana Cordeiro, coordenadora do projeto. “Tivea oportunidade de conhecer a Editora APMC e lançar o livro de Poesias da minha mãe para celebrar os 80 anos de idade dela e, como sou contadora de histórias, estava também no processo de produção do meu primeiro livro de literatura infantil. Ana Cordeiro me perguntou se eu gostaria de coordenar junto com ela uma obra voltada para o público infantil e infanto-juvenil com escritores do...
Maria da Penha Vai à Escola promove debate sobre violência contra a mulher
No mês em que se celebra o Dia Internacional da Mulher, as pautas femininas integram os debates da rede pública de ensino do Distrito Federal com o programa Maria da Penha Vai à Escola (MPVE). A iniciativa promove a prevenção e o enfrentamento da violência contra a mulher, formando profissionais da educação e divulgando a temática entre os alunos.
Só no ano passado, 140 escolas das 14 coordenações regionais de ensino receberam o programa, atingindo um público de mais de 11 mil pessoas. As regiões de Ceilândia, Plano Piloto, Samambaia, Gama e Guará foram as mais atendidas no último ano. Atualmente, o DF conta com 804 profissionais da Secretaria de Educação habilitados para discutir a temática.
A Secretaria de Educação participa desde o projeto piloto, em 2014, juntamente com mais 14 órgãos parceiros, além do Tribunal de Justiça do DF e Territórios (TJDFT), por meio do Núcleo Judiciário da Mulher, idealizador do programa.
“A inspiração veio da certeza de que a mudança das mentalidades, da cultura, do machismo estrutural, passa pela educação, pela sensibilização da nova geração para a equidade entre meninos e meninas, homens e mulheres”, afirma a juíza coordenadora do Núcleo Judiciário da Mulher do TJDFT, Gislaine Carneiro Campos Reis.
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BAR DO MANÉ FECHA AS PORTAS – Cidade perde seu boteco mais tradicional
Naquelas mesas foram fechados muitos acordos políticos e comerciais, namoros foram iniciados ou transformados em noivados, muitas amizades foram iniciadas ou consolidadas e muita conversa foi jogada fora, sempre regada com cerveja gelada, acompanhada de pratos ou tira-gostos com a qualidade que só tinha lá. Naquelas mesas se reunia o que pode se chamar de “sociedade guaraense”. Mas, naquelas mesas, ninguém se reúne mais. Aquelas mesas do Bar do Mané foram definitivamente recolhidas e o bar/boteco/restaurante mais antigo e mais tradicional do Guará fecha suas portas, após 31 anos no mesmo lugar, na QE 17.
Mas, diferente do que acontece com a maioria dos bares e restaurantes que encerram suas atividades, principalmente na pandemia, o fim do Bar do Mané não se dá por motivos financeiros. O Mané, ou Manoel dos Santos Freire, resolveu aposentar-se do ramo aos 68 anos e após 51 anos trabalhando em e com bar e restaurante. Em parte, por vontade própria, e em outra parte por pressão da família. Os quatro filhos e a esposa Maria Izabel deram o xeque-mate e exigiram que ele desse uma pausa na vida atribulada que consumia entre 10 e 18 horas diárias.
“Tudo na vida tem começo, meio e fim”,...
Creche do Lúcio Costa corre o risco de fechar
A partir de junho, a cidade pode ficar sem uma das suas creches comunitárias mais antigas. Por causa da defasagem entre os recursos repassados pela Secretaria da Educação e os custos de manutenção de toda a sua estrutura, a creche Tia Joana, que funciona desde 1989, portanto, há 32 anos, corre o risco de fechar as portas a partir de junho. Mantida pela Associação dos Moradores do Projeto Lúcio Costa (Ampluc), a creche atende 67 crianças carentes da própria quadra e das áreas vizinhas, principalmente da Estrutural.
A defasagem foi provocada pelo aumento dos custos de manutenção com a escalada da inflação, dos insumos e do aumento dos salários de monitores e profissionais enquanto os recursos repassados pelo governo, calculados por cada criança atendida, continuam congelados há três anos. O problema, entretanto, não atinge somente a Creche Tia Joana, mas todas as creches comunitárias do Distrito Federal que dependem de repasse de recursos do governo. As creches recebem R$ 803 por criança atendida, mas, de acordo com a Ampluc e a direção da creche, esse valor teria que ser atualizado para no mínimo R$ 1.200 por criança.
A situação poderia estar resolvida se o aumento do valor per capita para as...



